"O aumento do preço indicativo composto da OIC foi fortemente influenciado pela tendência altista dos preços dos cafés Arábicas. Em relação a julho, os preços dos Colombianos Suaves, Outros Suaves e Brasileiros Naturais aumentaram 3,59%, 4,12% e 4,04%, respectivamente", relata Néstor Osorio, diretor-executivo da OIC.
Segundo ele, o diferencial de preços entre os Arábicas e os Robustas continuou a crescer. "O diferencial entre os Colombianos Suaves e os outros grupos de Arábicas também se alargou, da mesma forma que o diferencial entre os Outros Suaves e os Brasileiros Naturais", aponta.
O diretor-executivo da OIC anota, ainda, que a firmeza dos preços dos Arábicas é confirmada pelo comportamento nas bolsas de futuros, em particular pela evolução da média mensal das segunda e terceira posições na bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US), que subiu de 165,23 centavos de dólar por libra peso, em julho, para 175,10 centavos no mês passado, ou seja 6%.
Néstor Osorio explica que a maior volatilidade dos preços dos quatro grupos de café, em agosto, revela uma disponibilidade limitada e considerável atividade especulativa dos fundos de investimento durante o período. "O atual comportamento dos preços reflete incertezas em relação à oferta no curto prazo, apesar do grande volume de safra previsto no Brasil e, em menor escala, do retorno a níveis normais de produção em vários países que sofreram quedas significativas de produção em anos recentes".
Em termos mais específicos, as condições meteorológicas desfavoráveis poderão afetar as perspectivas da produção no Vietnã e em alguns países centro-americanos no ano safra 2010/11. "Não alterei, ainda, minha estimativa do volume total da produção na temporada 2010/11, que continua situada entre 133 milhões e 135 milhões de sacas", pondera.
Concluindo, o diretor-executivo da OIC reporta que, a despeito do aumento previsto da produção mundial no ano safra 2010/11, o mercado continua muito "nervoso" e a oferecer pouca folga diante dos volumes reduzidos dos estoques mundiais e da precariedade do equilíbrio entre a oferta e a demanda.

As informações são do Conselho Nacional do Café, adaptadas pela Equipe CaféPoint.