Café verde
A receita cambial com exportação de café verde apresentou elevação de 72,72% no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2010. O faturamento alcançou US$ 1,785 bilhão, ante US$ 1,033 bilhão, conforme relatório da Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O volume embarcado no período teve alta de 14,05%, para 455.740 toneladas ante 399.592 t no primeiro trimestre de 2010.
O preço médio de exportação teve elevação de 51,44% no período, de US$ 2.586/t para US$ 3.916/t. A receita cambial cresceu entre todos os 15 principais destinos do café verde brasileiro no trimestre. Os destaques de alta, em termos porcentuais, foram: Coreia do Sul (155,63%), Rússia (124,68%), Síria (116,06%) e Bélgica (101,09%).
O principal comprador de café verde brasileiro no trimestre, em volume, foi a Alemanha, que apresentou aumento de 9,88% ante o primeiro trimestre de 2010. O segundo principal importador foram os Estados Unidos (alta de 28,64%). Entre os principais compradores, teve crescimento porcentual significativo o volume embarcado para Síria (60,81%), Coreia do Sul (56,31%) e Rússia (45,72%). Em termos porcentuais, houve queda no volume vendido para apenas quatro destinos: Suécia (-11,69%), Países Baixos (-6,78%), Japão (-2,22%) e França (-1,88%).
Soluvel
A receita cambial com exportação de café solúvel apresentou elevação de 16,06% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2010. Os industriais faturaram US$ 134,737 milhões, em comparação com US$ 116,092 milhões entre janeiro e março do ano passado.
O País exportou no período 18.096 toneladas, com aumento de 9,24% em relação a 2010 (16.565 t). O preço médio da tonelada ficou em US$ 7.446/t, ante US$ 7.008/t em 2010, representando elevação de 6,24%.
Segundo o relatório, a Rússia foi o principal do destino do café processado brasileiro no trimestre, com elevação de 4,30% em termos de receita sobre 2010. Mas também foi significativo o aumento da receita, em termos porcentuais, para Finlândia (618,35%), Países Baixos (388,57%), Coreia do Sul (265,32%), Hungria (264,99%) e Indonésia (108,15%). Entre os 15 principais destinos do café processado brasileiro, apenas dois países tiveram redução em receita cambial. O desempenho foi negativo para Reino Unido (-64,53%) e Ucrânia (-42,92%).
O principal comprador de café solúvel brasileiro no trimestre, em volume, foram os Estados Unidos, que apresentaram elevação de 16,18% ante 2010. O segundo principal importador foi a Rússia (-9,83%). Em termos porcentuais, houve aumento significativo no volume vendido para Países Baixos (476,19%), Finlândia (354,93%), Hungria (266,19%), Coreia do Sul (186,99%). O volume embarcado reduziu para três destinos, entre os 15 principais mercados: Reino Unido (-64,53%), Ucrânia (-41,68%) e Rússia (-9,83%).
Torrado e moído
A receita cambial com exportação brasileira de café torrado e moído apresentou queda de 7,45% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Os industriais faturaram US$ 5,141 milhões, em comparação com US$ 5,555 milhões em 2010.
O País exportou no período 828 toneladas do produto, com redução de 19,85% em relação ao ano anterior (1.033 t). O preço médio da tonelada no período ficou em US$ 6.209/t, ante US$ 5.378/t, representando elevação de 15,46%.
Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal destino do café processado brasileiro, com redução de 10,54%, em termos de receita. O segundo principal mercado é a Itália (+54,62%), seguida de Japão (+35,53%) e Chile (+88,68%).
A reportagem é de Tomas Okuda, para Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
MDIC: receita com grão verde e solúvel sobe no tri/11
A receita cambial com exportação de café verde apresentou elevação de 72,72% no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2010. A receita cambial com exportação de café solúvel apresentou elevação de 16,06% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2010. Os industriais faturaram US$ 134,737 milhões, em comparação com US$ 116,092 milhões entre janeiro e março do ano passado, conforme relatório divulgado pela Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secex, do MDIC.
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