Marks & Spencer se une a Fairtrade para comprar fornos para cafeicultores

Iniciativa visa dar suporte aos produtores de café e comunidades rurais vulneráveis em sua luta contra a mudança climática.

Publicado por: CaféPoint

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A Marks & Spencer (M&S) está se unindo com a Fairtrade em uma nova iniciativa para dar suporte aos produtores de café e comunidades rurais vulneráveis em sua luta contra a mudança climática.

A empresa se uniu a duas torrefadoras de café líderes na adoção do programa de Créditos de Carbono da Fairtrade após seu lançamento durante as negociações de mudança climática na semana passada.

O Programa de Créditos de Carbono da Fairtrade foi desenvolvido em parceria com a Gold Standard, organização especializada na segurança climática e desenvolvimento sustentável.

A iniciativa visa ajudar comunidades vulneráveis para reduzir emissões enquanto também as fortalecem contra os efeitos da mudança climática.

A Marks & Spencer se comprometeu a comprar Créditos de Carbono Fairtrade que financiará novos fornos limpos e eficientes para os produtores de café da M&S na Etiópia.

“Esse é um esquema que fornecerá benefícios reais aos negócios e às comunidades”, disse o presidente de Negócios Sustentáveis da Marks & Spencer, Carmel McQuaid. “Isso fará a diferença para a M&S, ajudando-nos a manter nosso compromisso de carbono neutro, uma diferença para nossos fornecedores à medida que todos os créditos serão gastos com os fornecedores da M&S na Etiópia e farão a diferença nas comunidades, fornecendo uma forma mais segura, mais limpa e mais saudável de cozinhar”.

Entre outros que já adotaram o Créditos de Carbono da Fairtrade estão os torrefadores de café belgas Beyers, que planejam tornar seu café certificado como clima neutro pela Fairtrade, e a Java Coffee Company que se comprometeu com o café clima neutro da Fairtrade para instituições europeias em 2016.

O Fairtrade disse que seu programa de Créditos de Carbono poderá ajudá-los a assumir a responsabilidade de quaisquer emissões inevitáveis e minimizar suas pegadas de carbono.

“Cada vez mais, os consumidores e membros do setor estão demandando que os negócios reduzam suas pegadas de carbono e compensem por emissões inevitáveis”, disse o CEO da Fairtrade International, Martin Hill. “Ao mesmo tempo, os produtores de pequena escala e trabalhadores estão entre os mais afetados pela mudança climática, embora eles tenham contribuído pouco para causar isso. As condições extremas de clima, o aumento das doenças como ferrugem do café e os menores rendimentos são apenas alguns dos problemas que eles enfrentam”.

A União dos Cafeicultores de Oromia é uma das primeiras cooperativas a ter o programa piloto Fairtrade Climate Standard, com o suporte do FairClimateFund. “O Fairtrade Climate Standard permite que cooperativas como a nossa combata os efeitos da mudança climática”, disse o gerente geral de Oromia, Dessalegn Jena. “Se a mudança climática continuar na taxa que está ocorrendo atualmente, lutaremos para produzir café na Etiópia. Ao vender Créditos de Carbono Fairtrade, os produtores serão capazes de construir sua resiliência”.

As informações são do http://gcrmag.com / Tradução por Juliana Santin
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