O trabalho de marketing, promoção e pesquisa que está fazendo o mercado brasileiro de café crescer continuamente, entre 3% a 5% ao ano, foi um dos principais temas da reunião do Conselho da OIC (Organização Internacional do Café), em Londres, e base da proposta para ser deflagrada, mundialmente, uma estratégia similar por meio de uma parceria entre o Brasil e a OIC.
Chefiada pela embaixadora Ana Maria Sampaio, e coordenada pelo secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Linneu da Costa Lima, a delegação brasileira também marcou presença pelo grande número de integrantes: mais de 20 representantes do agronegócio café e do governo brasileiro.
Na terça-feira, o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz, destacou o papel fundamental que tem sido executado pelo CDPC (Conselho Deliberativo da Política do Café) e pelo Grupo Gestor de Marketing (GGM), "não somente como homologadores do uso dos recursos do Funcafé para publicidade e promoção interna e externa, mas como agentes de uma nova e bem-sucedida estratégia de geração de idéias".
Segundo ele, chamou a atenção dos representantes dos países produtores e consumidores de café o modelo de sucesso usado no gerenciamento do trabalho desenvolvido pelo GGM. "As atividades e idéias são estabelecidas, num primeiro momento, de forma institucional, e em seguida evoluem, sendo adotadas pelas organizações do agronegócio (Abic, Abics, CeCafé, CNC e CNA) e amplificadas por seus associados".
Como exemplo, o diretor-executivo citou a repercussão dos filmes produzidos para a campanha nacional do café e dos folhetos sobre Café e Saúde, que foram veiculados e distribuídos regionalmente pelas indústrias de café.
Para Herszkowicz, o aumento contínuo do consumo de café no Brasil está relacionado com os programas desenvolvidos pela Abic desde 1989, quando lançou o Selo de Pureza, e que agora foram ampliados com o desenvolvimento de novas estratégias baseadas no Programa de Qualidade do Café (PQC), nas ações de promoção e marketing, na educação dos consumidores e na consolidação do segmento de cafés finos e gourmets. "A melhoria da qualidade buscada pela Abic foi tida como exemplo por todos os países participantes da reunião da OIC", destacou.
Ao lado das ações de promoção, despertou também muita atenção o Programa Café e Saúde, do GGM/CDPC, que foi apresentado pelo coordenador, Darcy Lima, na manhã da quarta-feira. "O Brasil está muito a frente, principalmente no trabalho de divulgação de estudos e pesquisa que realiza junto aos profissionais da saúde, e pela utilização de tecnologias, a exemplo do Conexão Médica, programa de educação continuada, veiculado via satélite e assistido por professores e estudantes em diversas unidades", disse Herszkowicz.
Foram todas essas ações da Abic e do GGM que serviram, inclusive, para dar base a uma proposta do governo brasileiro, apresentada pelo consultor Carlos Brando, da P&A Marketing Internacional, para o desenvolvimento de um programa de promoção mundial do consumo de café. Inovador, ele se dará através da criação de uma rede virtual de relacionamento, difusão de conhecimentos e geração de negócios com o uso da internet.
Fonte: Assessorias de Imprensa da ABIC e do MAPA.
Marketing do café brasileiro destaca-se na OIC
O trabalho de marketing, promoção e pesquisa que está fazendo o mercado brasileiro de café crescer continuamente, entre 3% a 5% ao ano, foi um dos principais temas da reunião do Conselho da OIC (Organização Internacional do Café), em Londres.
Publicado por: CaféPoint
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