O Seminário Internacional DNA Café, que aconteceu nos dias 09 e 10 de setembro paralelamente ao 8° Espaço Café Brasil - feira internacional do café - teve em sua programação grandes nomes do mercado, formadores de opinião em diversos setores que abrangem a cadeia de café.
Para entender melhor a dinâmica do seminário e as inovações trazidas pelo evento, o CaféPoint entrevistou a diretora do evento, Mariana Proença, da Café Editora, empresa realizadora do Espaço Café Brasil.
CafePoint - Sobre o Simpósio DNA Café, o que trouxe de diferente em relação ao ano anterior?
Mariana - O DNA começou no ano passado, com formato de um dia, com 12 horas de palestras, focado em tendência de consumo e qualidade envolvendo todo o setor de café, desde a parte produtiva até a parte de consumo. Este ano, aumentamos para dois dias de palestras com um formato no qual prestigiamos muito os palestrantes e o debate com o público. Então, este ano nós tivemos uma participação muito grande da plateia. As mesas redondas eram sempre formadas por três pessoas que traziam visões distintas ou complementares sobre algum tema de mercado. O primeiro dia foi mais focado nos produtores, com o tema marketing, sobre quais meios o produtor pode encontrar hoje para incentivar mais o mercado e produzir um café de qualidade. O segundo dia foi mais focado em consumo. Foi inédito e bem produtivo para todo mundo.
CafePoint - Quanto à seleção de palestrantes, como vocês chegaram a um acordo de que esses seriam os temas ideias para este ano?
Mariana - Este ano tivemos vários parceiros contribuindo pata o evento. Formamos um comitê gestor para pensar em temas mais interessantes, cada um com sua visão dentro de sua área de atuação. A secretaria de Agricultura de MG estava presente, a FAIMG, o SEBRAE, a Exporta Minas e a Café Editora. Todos trouxeram informações para gerir essas palestras e com cada opinião de cada setor conseguimos formar todas as temáticas. Fizemos várias reuniões de trabalho, focadas em pensar o que mensagem passar para o exportador, para o produtor, comprador e consumidor. Foi um trabalho de vários meses para chegar a esse conteúdo final, que é inédito e muito recheado de tendências de mercado.
CafePoint - São muitos os países participantes da feira?
Mariana - Temos os delegados da OIC que representam 73 países que estão participando por conta da conexão que temos no espaço. Quem está participando da reunião da OIC e da reunião dos 50 anos tem acesso à feira; são desde países exportadores de café até importadores e consumidores. Temos todos os continentes representados. Na feira, temos palestrantes internacionais europeus e americanos, temos compradores de café internacionais que vieram prestigiar a rodada de negócios, uma rodada que coloca frente a frente o produtor e consumidor, subsidiada este ano pelo SEBRAE, que trouxe compradores que puderam conhecer o café brasileiro.
CafePoint - Como foi a participação dos produtores de café na feira este ano?
Mariana - Este ano tivemos uma mobilização muito grande das cooperativas, das associações e de todas as organizações mineiras em prol do café para que os produtores viessem em comitivas para a feira para conhecer o trabalho que está sendo feito hoje na área de cafés no Brasil. Temos também eventos paralelos acontecendo, como do Emater, da Faemg, do Certifica Minas e de outras certificadoras internacionais e abrimos esses eventos para todos participarem e estar junto nesta festa de conteúdo e informação.
CafePoint - Sobre o crescimento de produção do café robusta, em comparação ao arábica, o que você acha que essa feira trouxe de alternativas para o produtor de arábica?
Mariana - O produtor que veio à feira conheceu melhores práticas agrícolas e pesquisas de ponta realizadas pelos institutos mineiros e internacionais na área de café. Trouxemos as pessoas mais estudiosas em tendências na área de produção e, assim, o produtor pode conhecer novas práticas de maneira rápida e objetiva, tendo igualmente a oportunidade de mostrar o seu conhecimento .
Eu acredito que ele [ o produtor de arábica]também vai entender um pouco mais do mercado de café de qualidade que é um mercado muito mais promissor para investir. É muito mais positivo você colocar uma certificação em sua fazenda e vender uma saca de café por preço mais alto, investir em um mercado certificado e de qualidade que está em crescimento no mundo todo. Essa é mensagem que queremos passar: para que o produtor não produza só quantidade, mas avance em prol da qualidade do café para que possamos seguir com uma produção melhor para o Brasil.
Mariana Proença fala sobre o Seminário DNA Café. Confira!
O Seminário Internacional DNA Café, que aconteceu nos dias 09 e 10 de setembro paralelamente ao 8° Espaço Café Brasil - feira internacional do café - teve em sua programação grandes nomes do mercado, formadores de opinião em diversos setores que abrangem a cadeia de café.
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