Margem de lucro do conillon pode chegar a 43%
Com custo de produção menor, preços em alta, baixa oferta mundial e demanda em ascensão, o café robusta, pela primeira vez na história, está mais rentável que o arábica. O analista da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Jorge Queiroz, calcula que a margem de lucro do conillon está em 43%, enquanto que a do arábica é de 7,8% nos principais municípios produtores de Minas Gerais, como Guaxupé.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 1 minuto de leitura
O analista da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Jorge Queiroz, calcula que a margem de lucro do conillon está em 43%, considerando o atual custo de produção de R$ 139,79 a saca e o valor pago ao produtor de R$ 200 a saca em São Gabriel da Palha (ES), referência de preço para o maior produtor nacional do robusta.
Enquanto isso, a margem de lucratividade do café arábica é de 7,8% nos principais municípios produtores de Minas Gerais, como Guaxupé. Neste caso, Queiroz leva em conta o custo de produção a R$ 218 a saca e o preço pago ao cafeicultor de R$ 235 a saca - bebida dura tipo 6.
A forte diferença nos custos de produção entre os dois tipos de café, segundo o presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), João Lopes Araújo, se deve às características das lavouras do robusta, mais resistentes às intempéries climáticas e menos dependentes do uso de defensivos agrícolas. "Se investe menos no café conillon e com isso a rentabilidade é melhor", disse.
Além disso, Araújo acrescenta que as cotações da commodity, no mercado externo, tiveram um comportamento positivo no semestre, em detrimento do arábica. "No passado o café robusta valia 50% a 60% do preço do arábica e hoje é 88%", destacou.
As informações são de reportagem de Viviane Monteiro, da Gazeta mercantil.
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no CaféPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!
Deixe sua opinião!

GASPAR - SANTA CATARINA
EM 31/10/2023
EU QUERIA SALIENTAR QUE EU JA FUI DISTRIBUIDOR DESTE CAFA A ALGUNS ANOS ATRAS, NAO SEI SE AINDA VALE ALGUMA COISA ESTE REGISTRO, MAS SO PARA PARTICIPAR OK.

EM 30/01/2023

SÃO CARLOS - SÃO PAULO
EM 20/07/2007
TEIXEIRA DE FREITAS - BAHIA - COMÉRCIO DE CAFÉ (B2B)
EM 19/07/2007
Gostaria de fazer um acréscimo à afirmação atribuída a João Lopes Araújo, fundador e presidente de honra da Assocafé, cujo presidente atual é Sílvio Leite. A crença de que se "investe pouco no conilon" vem da forma como a cultura desse café era conduzida, até meados da década passada.
Hoje, a depender das características edafo-climáticas da região e dos custos de mão-de-obra (o conilon recebe podas e desbrotas que não são feitas no arábica), pode ser que o custeio de um hectare de conilon saia por menos que o de um arábica, mas, certamente, a diferença não é tão grande assim. E o investimento para implantação de um hectare é idêntico.
O que, em geral, realmente confere maior rentabilidade ao conilon é sua maior produtividade, conseguida, em muitos casos, sob irrigação e alto nível tecnológico, a menor relação cereja/café beneficiado (menos sacas de cereja para se chegar a uma saca de café beneficiado) e a ausência de bienalidade na produção, fatores que fazem com que haja mais sacas para diluir os custos.
Felizmente também, para os produtores de conilon, a escassez de robusta no mercado mundial levou às altas na Liffe (bolsa de Londres) que vêm compensando a queda do dólar. No período entre outubro a março, é de se esperar que a recuperação da bolsa de Nova Iorque traga a rentabilidade dos produtores de arábica que não tenham bienalidade muito forte para níveis próximos ou mais altos que os ora obtidos pelos produtores de conilon.
Em suma, produzir conilon vem sendo um bom negócio, mas não se trata de cuidar de plantas rústicas e esperar lucros sobrenormais, que, quando existem, duram muito pouco.
Saudações,
Renato Fernandes
Diretor de Marketing da Assocafé, analista de mercado e produtor de café conilon
CARMO DA CACHOEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 19/07/2007
Somente os produtores de arábica não enxergam isto. Porque não se tem concursos de cafés de qualidade para o conilon? Por que o conilon é "bucha" no blend internacional.
Enquanto os produtores de café arábica não se unirem e colocarem valor no que produzem, ficarão à mercê do comércio internacional, este, sabe usar bem suas ferramentas de marketing para conduzir o mercado com maestria.
Infelizmente estamos com lideranças obtusas ou no mínimo tendenciosas, que parecem inertes ao que está acontecendo com o setor produtivo do café no Brasil.