MAPA: grupo de trabalho discute Pepro para 2008

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) disponibilizará R$ 300 milhões das Operações Oficiais de Crédito (2OC) para apoiar a comercialização da safra 2008 do café. Segundo o secretário-executivo do Mapa, Silas Brasileiro, será lançado o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para o café, e a modelagem técnica dos leilões será feita por grupo de trabalho criado pelo Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC).

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) disponibilizará R$ 300 milhões das Operações Oficiais de Crédito (2OC), recursos do Tesouro Nacional, para apoiar a comercialização da safra 2008 do café.

Segundo o secretário-executivo do Mapa, Silas Brasileiro, será lançado o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para o café e o grupo de trabalho, criado na terça-feira (29), pelo Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), fará a modelagem técnica dos leilões do instrumento de comercialização. O grupo discutirá também o valor do preço de referência e o valor do prêmio.

"Câmbio desfavorável, custo de mão-de-obra e preços dos agroquímicos são fatores que oneram o custo de produção. Em regiões montanhosas, como o sul de Minas, a cafeicultura não é mecanizada e a mão-de-obra chega a representar, em média, 50% do custo da produção da saca de café", comentou o diretor do Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia (SPAE) do Mapa, Lucas Ferreira. "O Pepro é um dos mecanismos de apoio à comercialização dos produtos agrícolas que permite ao governo equalizar o preço de venda com o custo de produção da saca de café", ressaltou.

No final de maio do ano passado, o governo realizou leilões de Pepro para o café no valor de R$ 40 por saca, totalizando 5 milhões de sacas, sendo 4 milhões no primeiro leilão e um milhão de sacas no segundo, informou a assessoria de imprensa do Mapa.

Sobre o Pepro

O Pepro é um instrumento que permite ao Governo Federal garantir um patamar de preço ao produtor (preço de referência). Trata-se, na prática, de uma subvenção econômica (prêmio) concedida ao produtor rural ou à cooperativa que se disponha a vender o seu produto pela diferença entre o valor de referência fixado pelo governo e o valor do prêmio a ser arrematado no pregão.
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Luiz Eduardo
LUIZ EDUARDO

JACUTINGA - MINAS GERAIS - PROVA/ESPECIALISTA EM QUALIDADE DE CAFÉ

EM 08/05/2008

A cafeicultura não pode ser analisada somente sob o ponto de vista econômico e financeiro no âmbito das grandes empresas. Precisa também ser reconhecido o seu imenso valor social.
Em minha região( Jacutinga - Sul de Minas ), a lavoura cafeeira é a que mais gera renda ao meio rural, devido ao seu grande despreedimento de mão-de-obra, principalmente no período de colheita.
Com esta reflexão, penso que o Governo Federal deveria dar maior atenção ao setor cafeeiro e reconhecer a importância deste para o país.
josé roberto da rocha bergamo
JOSÉ ROBERTO DA ROCHA BERGAMO

LONDRINA - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 07/05/2008

Me desculpe Sr. Renato, da Faz. Barra Grande, mas se os problemas do país se resolvessem com soluções regionalizadas e direcionadas a produtores de regiões que se acham prejudicadas em função da sua geografia, o que seria da qualidade do produto comercializado com diferencial de preço, por estar nesta mesma região que se sente prejudicada?
Temos que nos aprofundar no problema, que nada mais é que o custo de produção, e adequar de uma forma econômica p/ todos os produtores.
Já atravessamos crises das quais chegamos a pensar que não sairiamos, mas estamos aqui na luta do dia a dia, talvez não como gostariamos que fosse, mas a verdade é que não podemos esmorecer. Precisamos de alternativas de sustentabilidade e a monocultura nunca foi uma alternativa de boa agricultura, por isso precisamos rever nossos conceitos do que é problema p/ uns ou p/ todos.
Renato Delorenzo Ribeiro do Vale
RENATO DELORENZO RIBEIRO DO VALE

GUARANÉSIA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 05/05/2008

Como foi comentado pelo Sr. Lucas Ferreira, e é de conhecimento de todos, a cafeicultura de montanha é a maior penalizada pelos altos custos de produção. Assim sendo, penso que seria muito mais Justo e coerente destinar os recursos do PEPRO somente às áreas de cafeicultura de montanha, onde não é possível mecanizar. Com o apoio dos técnicos das cooperativas e entidades como a Emater, seria fácil diagnosticar quais as áreas que seriam merecedoras deste subsídio. Sei que isto vai gerar muita polêmica, mas temos que pensar na Sustentabilidade do Agronegócio Café e não dar subsídio para uma área mecanizável em que o custo de produção fica bem menor que R$ 200,00 por saca, diferente do custo acima de R$ 300,00 da outra área.