Mapa: estoques de café devem ficar em 12 mi de sacas

O Brasil deve encerrar a safra 2008/09 de café (julho-junho) com estoques de passagem totais situados entre 10 e 12 milhões de sacas, informou nesta segunda-feira o diretor de Café da Secretaria de Produção do Ministério da Agricultura, Lucas Tadeu.

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O Brasil deve encerrar a safra 2008/09 de café (julho-junho) com estoques de passagem totais situados entre 10 e 12 milhões de sacas, informou nesta segunda-feira o diretor de Café da Secretaria de Produção do Ministério da Agricultura, Lucas Tadeu.

Esse volume de estoques está basicamente com a iniciativa privada, já que o governo praticamente não dispõe mais de reservas, após um programa de vendas de estoques públicos que durou vários anos. "Isso é basicamente de arábica", afirmou Tadeu.

Segundo ele, que o número exato sobre os estoques será divulgado pela Conab no dia 8 de junho. A projeção preliminar do Ministério da Agricultura está acima do que o mercado estima. Recentemente, o Cecafé (Conselho de Exportadores de Café do Brasil) projetou os estoques finais de 2008/09 em 8 milhões de sacas.

Com uma safra maior em 08/09, houve uma recomposição dos estoques no Brasil. Esse é um dos fatores que está levando o governo a lançar políticas de apoio aos preços. "Se o mercado está descolado, é porque existe um excesso de oferta", afirmou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, acrescentando que os preços atuais deveriam estar em torno de R$ 300 por saca, valor semelhante ao proposto para o execício de contratos de opção de venda do café da nova safra.
Stephanes disse ainda que se os leilões forem insuficientes para sustentar as cotações do café, o governo poderá adotar medidas adicionais, como a realização de compras diretas do produto no mercado.

As informações são da Invertia, resumidas pela Equipe CaféPoint.
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Sergio soares da silva
SERGIO SOARES DA SILVA

SANTA TEREZA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 26/05/2009

Venho aqui expor um fato que ocorre na minha região, onde estamos sempre procurando nos atualizar, adiquirindo máquinários modermos como: Descascador de cereja, secadores de fogo indireto, participando de eventos onde cada vez mais se fala em produtividade e qualidade do café, levando os funcionários para participarem das palestras sobre o manuseio do café antes e depois de descascado e assim vai.

E o que mais me deixa indignado é que quando vamos vender o produto, aí meu amigos é que mais uma vez nós produtores levamos na cabeça; Olha, aqui em casa se produz café a gerações e o meu sogro hoje (com 81 anos) foi inovador na região com a assistência do antigo IBC que veio até aqui trazendo as novidades da época, como plantio em curva de nível, espaçamento e outros, e o meu sogro na época conseguiu junto ao IBC certificação para vender sementes de café de variedade 99. Depois, as mesmas foram enviadas para várias regiões do Brasil, como RJ, MG, e outros.

Naquela época o Sr. Pio Angélico Corteletti produzia café de bebida MOLE E EXTRITAMENTE MOLE, vendido direto para ALEMANHA, e hoje com todos estes máqinários modernos, quando levamos um café Cereja Descascado para ser degustado, não conseguimos mais fazer bebida mole e, todo café que mandamos provar quando vamos pedir o resultado eu já até sei ("seu café bebeu bem" e eu pergunto que tipo de bebida e ele provador diz; "bebeu um duro bom").

Sei que tenho a minha parcela de culpa em não solicitar um laudo por escrito, mas também na região não temos muitas opções, pois geralmente os provadores são os compradores ou trabalham para alguém que compra. Há alguns dias conversando com um produtor amigo meu, chegamos à conclusão de que vamos certificar as nossa propriedades, e assim talvez conseguir um preço melhor para os nossos produtos. Outra medida é que quero fazer um curso de classificação e dugustação de café para saber o que estou produzindo, e também começar a exigir laudo por escrito dos cafés que mandar degustar, porque se antigamente fazia café para exportar, será que hoje não conseguirei?

Este é o meu pensamento, pois todos falam em qualidade e o meu estado ficou taxado como produtor de café rio e isto não é verdade, pois aqui, como se disse há bem tempos passados, já se produzia café de excelente bebida e agora o nosso governo abriu os olhos promovendo a reforma dos cafezais e incentivando trabalhar a produtividade e qualidade do café - mais isto só irá funcionar se o governo realmente se empenhar colocando salas de classificação e degustação nos municípios produtores de café e fazendo um markting de que o ES também produz cafés especiais.

Assim é o meu Município SANTA TERESA, conhecido como A TERRA DOS COLOBRIS E DO CIÊNTISTA AUGUSTO RUSCH e que também PRODUZ CAFÉ DE QUALIDADE. Hoje aqui em casa em algumas áreas onde consigo molhar o café e fazer os tratos de que a lavoura necessita, tenho média de 50 a 60 sacas beneficiadas por ha.