Mapa anuncia investimento em tratores e implementos

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Silas Brasileiro, anunciou nessa segunda-feira, 16, que o Governo Federal vai investir em máquinas e implementos agrícolas para os produtores rurais. De acordo com Silas, que participou da inauguração da sede própria da Cooxupé em Serra do Salitre/MG, as prefeituras também vão receber recursos para recuperação de estradas rurais.

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O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Silas Brasileiro, anunciou nessa segunda-feira, 16, que o Governo Federal vai investir em máquinas e implementos agrícolas para os produtores rurais. De acordo com Silas, que participou da inauguração da sede própria da Cooxupé em Serra do Salitre/MG, as prefeituras também vão receber recursos para recuperação de estradas rurais.

"Vamos fazer com que os produtores rurais possam ser contemplados com três mil tratores. É a maior licitação de toda a história da agricultura. Ao mesmo tempo, estamos alocando recursos para que as prefeituras possam cuidar das suas estradas através de motoniveladoras, pás carregadeiras e retroescavadeiras", anunciou. Segundo ele, os recursos somam cerca de R$ 930 milhões. "É um recurso extraordinário, nunca aplicado em nenhum momento por outro governo", admite.

Quanto ao endividamento dos cafeicultores, o secretário explica que havia um prazo de pagamento de seis anos. Agora, esse prazo subiu para 12 anos. "O produtor cujo débito venceria em 2014 terá até 2020 para pagar. E os juros que eram de 7,5% ao ano passaram para 3,75%. São juros menores que os de poupança, o que também é uma ajuda extraordinária para nossos produtores", anunciou.

Silas lembrou ainda que o Conselho Monetário Nacional (CMN) prorrogou em até quatro anos o pagamento de quase R$ 400 milhões em dívidas dos cafeicultores. As prestações dos financiamentos de custeio e de colheita com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), que venceriam entre 1º de dezembro de 2008 e 31 de março de 2009, foram adiadas para o final de março.

Com a medida, os produtores ganharam um prazo para pagar tanto parcelas em atraso desde dezembro como as que vencem em janeiro e fevereiro. Quem optar pela nova data de vencimento ganhará mais um incentivo e poderá pagar apenas 20% da dívida. O restante poderá ser prorrogado por até quatro anos. A matéria, de André Luiz Costa e Jânio Luiz, do Jornal Patrocínio Hoje, foi adaptada pela Equipe CaféPoint.
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Francisco Sérgio Lange
FRANCISCO SÉRGIO LANGE

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO

EM 24/02/2009

Ao colega Luiz Devos,

O companheiro está coberto de razão. Não sei quais as razões que tem levado companheiros ao individamento e também não sou contra a renegociação de dívidas desde que, elas sejam feitas dentro de critérios que levem em consideração a verdadeira situação e necessidade. Sei que por enquanto costumo pagar meus finaciamentos em dia e isso não nos proporciona nenhum reconhecimento e nenhuma compensação. Aliás, não estamos fazendo nada mais nada menos do que cumprir com nossa obrigação mas, infelizmente e injustamente somos considerados também como maus pagadores. Espero sermos ressarcidos de alguma maneira sob pena de amanhã virmos a nos tornarmos também maus pagadores.
Luiz Devos
LUIZ DEVOS

SACRAMENTO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/02/2009

Muito bom o que foi feito... para aqueles produtores que, feliz ou infelizmente, não puderam quitar seus débitos nos respectivos vencimentos, agora são premiados com o alongamento dos prazos para os pagamentos de seus débitos e ainda com redução dos juros.

Sabe o que eu acho? Uma atitude louvável. Porém, senão for para todos os mutuários, é simplesmente imoral. Perdi dinheiro com os planos Collor, Breser, verão e outros, e sabem por que? Gosto muito de ser pontual com minhas obrigações, pago e depois vem as ações benéficas do governo, meu dinheiro já foi embora e não consigo mais meu enquadramento nos benefícios concedidos. Isto não é justo.

No vencimento do meu contrato em dezembro o banco me chamou e exigiu a quitação para não ficar inadimplente. Consegui dinheiro muito mais caro no mercado paralelo e quitei a dívida. Agora fico com o mico sozinho, não é justo. Conclamo a todos que estiverem nesta situação a lutarem pelos seus direitos. Temos que fazer justiça.
GINOAZZOLINI NETO
GINOAZZOLINI NETO

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/02/2009

O MAPA devia sumir do mapa com estas idéias. Eles ainda não perceberam o tamanho da crise da cafeicultura, nem como resolvê-la. êta governinho ruim.
bruno jose alves
BRUNO JOSE ALVES

CAPUTIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/02/2009

Até que enfim um suspiro para os cafeicultores. Só espero que essas medidas não fiquem apenas nos discursos e nos papéis.
Cláudio José da  Fonseca Borges
CLÁUDIO JOSÉ DA FONSECA BORGES

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/02/2009

O companheiro Silas passa a equivocada idéia que está tudo ótimo para o cafeicultor - que chora de barriga cheia diante de tantas ajudas governamentais.

Se essa fosse solucão não tinha produtor endividado. Abaixo as lideranças caducas e propostas estapafúrdias, sem profundidade e que não levam à solução do problema.

Precisamos de subsídios, não de prazos. Nosso produto é vendido abaixo do custo e não sobra dinheiro para amortizar dívidas. Isso não é política cafeeira, isso é rolagem de dívidas com muita garantia por trás.

3,50% é pouco num mundo agrícola completamente subsidiado? Como vamos competir pagando empréstimos quando o resto do mundo subsidia sua agricultura? Seria cômico se não fosse trágico.