MAPA adia avaliação sensorial para torrado e moído

Ministério da Agricultura deve adiar, pela segunda vez, o início da análise sensorial para avaliação da qualidade do café produzido no país. O novo prazo deve ser estendido por até dois anos.

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Ministério da Agricultura deve adiar, pela segunda vez, o início da análise sensorial para avaliação da qualidade do café produzido no país. O novo prazo deve ser estendido por até dois anos.

O primeiro adiamento, por seis meses, foi anunciado em janeiro. Uma portaria será publicada hoje (23) no "Diário Oficial da União" para oficializar a medida, mesmo dia em que passam a valer as outras regras da instrução normativa número 16, que fiscaliza a qualidade do café, como impurezas e umidade.

O adiamento ocorreu por sugestão da própria coordenadoria técnica do ministério diante da pressão da indústria, por achar as regras "subjetivas". A análise sensorial avalia o café, principalmente, pelo sabor e pelo aroma.

Já com relação às outras regras, o café que não se enquadrar nas normas terá a venda proibida. A regra estabelece limites de 5% de umidade e 1% de impurezas (casca, paus, restos de folha) e matérias estranhas (sementes ou farelo de milho). Isoladamente (por material detectado), o limite de impurezas é 0,1%. Com isso, o governo interrompe um ciclo de 20 anos de autorregulação da indústria de café.

Treinamento de classificadores

Segundo o coordenador-geral de qualidade vegetal do ministério, Fábio Florêncio Fernandes, o objetivo no prazo de dois anos é treinar todos os 340 classificadores que ficarão responsáveis por analisar o café por aroma, sabor, acidez, entre outros.

No prazo, a intenção é encontrar normas técnicas para a avaliação, além de incluir os classificadores próprios na instrução.

"Após todas as mudanças e discussões, a instrução normativa deve ter seus parâmetros revistos", disse Florêncio Fernandes.

A reportagem é de Venceslau Borlina Filho, para o jornal Folha de S.Paulo, adaptada pela Equipe CaféPoint.
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Francisco Sérgio Lange
FRANCISCO SÉRGIO LANGE

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO

EM 23/02/2011

Sr. Ministro da Agricultura Pecuaria e Abastecimento,

Sr Ministro, acreditávamos estarmos iniciando um novo ciclo na cafeicultura com a IN16, infelizmente vamos ter que esperar mais um pouco, e isto, por pura irresponsabilidade do MAPA. Mas, o Sr muito bem sabe que, o mercado vem mudando rapidamente e os consumidores estão cada vez mais exigentes. As reportagens divulgadas neste dia 22/02 mostrou ao Brasil inteiro a péssima qualidade do café que é fornecido pela industria nacional, salvo algumas que já compreenderam o recado dos consumidores, quanto a nós produtores, tanto os que já se prepararam quanto aqueles que estão se preparando para o novo mercado, não resta outra alternativa, a não ser, esperar.
Portanto, apélo ´a Vossa Excelencia que intervenha o mais rápido possivel para que esta instrução seja implantada de forma integral, assim, o Governo estará cumprindo com sua parte, pois, tanto a industria como nós produtores, estamos dando o nosso máximo para oferecer ao consumidor brasileiro um alimento nutritivo, saboroso e saudavel, e agora por ultimo sustentavel, como o que já ofertamos ao mundo inteiro.