Luís Pascoal prevê expansão de plantios

Em entrevista à Reuters, publicada na semana passada, Luís Norberto Pascoal disse os preços do café devem subir no início do próximo ano, devido aos baixos estoques e à baixa safra esperada para o Brasil, e isto pode levar os produtores a plantar mais café.

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Em entrevista à Reuters, publicada na semana passada, Luís Norberto Pascoal disse os preços do café devem subir no início do próximo ano, devido aos baixos estoques e à baixa safra esperada para o Brasil, e isto pode levar os produtores a plantar mais café.

Pascoal, proprietário de 7.000 hectares de café no Cerrado Mineiro e na Mogiana, disse que os baixos estoques e a pequena safra de 2007 podem levar os preços futuros em Nova Iorque a 132 centavos de dólar por libra peso.

Nos preços praticados até o início da última semana, entre 100 e 108 centavos de dólar, os produtores cuidam das lavouras, mas não plantam mais café.

"Quando os preços são bons, os produtores são motivados a preparar as sementes. Eu acho que teremos um bom momento, no próximo ano, para ampliar a fronteira", disse Pascoal à Reuters, por telefone, em entrevista publicada no site Flexnews.com.

Pascoal disse também que as chuvas do início de primavera no Brasil o levaram a revisar sua previsão para a safra 2007/08 de 36 para cerca de 38 milhões de sacas.

Os fazendeiros preparariam as sementes em viveiro, ente maio e junho, para plantar em dezembro de 2007 e janeiro de 2008. As lavouras irrigadas levariam, então, dois anos e meio e, as de sequeiro, três anos e meio para produzir.

Segundo Pascoal a média móvel da produção brasileira, de dois anos, deve subir para 45 milhões de sacas em 2011, frente as 38 milhões de hoje, para cobrir o crescimento da demanda mundial.

A nova fronteira do café no Brasil seria em locais de terras mais baratas, onde há requerimento de irrigação e a colheita é mecanizada. O maior potencial estaria na Bahia e, em menor extensão, no Cerrado Mineiro.

Se o Brasil não plantar mais café, a elevação do consumo mundial em dois milhões de sacas por ano vai gerar um aumento de preços que detonará um onda de plantio. "Quanto mais rápido os preços subirem, mas rápido virão as novas lavouras", disse Pascoal.

A produção do resto do mundo, nos próximos cinco anos, deve subir para 83 milhões de sacas, das 78 milhões atuais, levando a produção global para 128 milhões de sacas. A demanda mundial deve subir de 119 para 129 milhões de sacas, no mesmo período.

"O mercado teria um balanço entre oferta e demanda apertado com estoques de pouco menos de 36 milhões de sacas," disse Pascoal, ressaltando que este cenário é um exercício matemático.
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Arnaldo Reis Caldeira Júnior
ARNALDO REIS CALDEIRA JÚNIOR

CARMO DA CACHOEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 08/11/2006

Senhores só para complementar o texto acima, um adendo:

O Sr. Luís Norberto Pascoal é dono do Grupo Dpaschoal, ou seja, dono de:

1. Rede Dpaschoal de Pneus;

2. Auto Z - peças e acessórios;

3. Daterra - produção e exportação de café;

4. DPK - logística e distribuição;

5. Maxxipel - desenvolvimento de softwares.

Como podem notar, não depende da cafeicultura para viver.

A minha opinião, de cafeicultor pequeno, que representa 90% dos produtores do país e que vende quase toda sua produção, durante a safra, para pagar seus compromissos, é a seguinte.

Estamos descapitalizados e endividados, há cerca de 6 anos, desde o ano de 2000; portanto sem perspectivas e possibilidades de "abrir fronteiras cafeeiras" no Brasil.

Na época de começarmos a nos recuperar financeiramente, com o café a níveis de 100 dólares a saca de 60 Kg, o dólar despencou, e consecutivamente o preço da saca de café também; e o pior é que já tínhamos comprado insumos com o dólar em "alta".

Quanto à próxima safra; as chuvas esparsas, não conseguiram suprir o déficit hídrico nos cafezais, e as floradas foram fracas e eclodiram mais folhas do que frutos; conseqüentemente a quebra será muito mais acentuada do que divulgam.

Serei comedido e não chutarei números da próxima safra, prefiro aguardar informações técnicas consistentes para "arriscar" uma previsão.
Porém uma certeza é única, que a quebra será acentuada, isto será!

Saudações a todos.