Lideranças aprovam medidas para setor buscar renda
Em reunião do CNC, na cidade de São Sebastião do Paraíso (MG), lideranças aprovaram conjunto de medidas visando suporte para o setor administrar uma das maiores safras da história e buscar renda. A reunião teve a participação de dirigentes de cooperativas, sindicatos e representação política do setor e do governo federal. Gilson Ximenes, presidente do CNC, e Carlos Melles, presidente da Frente Parlamentar do Café estiveram na reunião e informaram os pontos discutidos e acertados sobre a cafeicultura brasileira. Acesse e confira o conteúdo completo.
Publicado por: CaféPoint
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Embora reconheçam pontos positivos no conjunto de ações que o governo apresentou em apoio aos pleitos dos cafeicultores, os quais vivem a maior crise de sua história - com crônico endividamento e crescente perda de renda na atividade -, as cooperativas de café não estão nada satisfeitas com o resultado prático das medidas e vão propor um conjunto de novas ações que possam resolver o endividamento e dar maior sustentabilidade ao setor produtor, entre as quais, a transformação do estoque de dívidas em Cédula de Produto Rural (CPR).
De maneira geral, este foi o sentimento exposto em reunião promovida pelo Conselho Nacional do Café (CNC), na sede da Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso (Cooparaíso), nesta segunda-feira (01), com a participação de dirigentes de cooperativas, sindicatos e representação política do setor e do governo federal. Gilson Ximenes, presidente do CNC, e Carlos Melles, presidente da Frente Parlamentar do Café estiveram na reunião e informaram os pontos discutidos e acertados sobre a cafeicultura brasileira.
Ocorreram avanços, mas o movimento SOS Café, iniciado através de audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, e levado à rua, com mais de 25 mil pessoas, no município de Varginha, em 2009, deu o tom, o qual não foi alcançado pelas propostas governamentais. Pedimos uma auditoria nos débitos dos cafeicultores, mas não há efetividade nas ações em função da fragilidade das políticas públicas do governo frente à gravidade da situação do produtor. De maneira geral, o cafeicultor brasileiro deve uma safra, alguns até mais. Um caminho é transformar o que devemos em CPR's, sendo esta uma medida inteligente que acaba com o nosso estoque de dívidas.
Sentimos que o governo ainda não levantou o real endividamento da cafeicultura. Pedimos isso no SOS Café, mas acreditamos que o poder público ainda não tomou ciência da gravidade da situação da atividade cafeeira. Isso porque as medidas adotadas apenas nos ajudaram a respirar, não sendo realmente eficientes.
Durante a reunião, o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, também se mostrou insatisfeito com a aplicação de alguns pontos das medidas que não atingiram os objetivos. "Não tem sido fácil conduzir as políticas públicas para o café, principalmente porque a vulnerabilidade do produtor é muito grande. As medidas não alcançaram a eficácia que esperávamos no contrato de opções e, em função da análise de risco dos produtores, muitos bancos não implementaram as medidas que baixamos", disse o representante do governo.
Sobre o atraso no pagamento do primeiro leilão de opções, que venceu em 15 de dezembro de 2009 e só foi pago na semana passada, o secretário disse que ocorreu devido a questões orçamentárias.
Vendo isso, consideramos que o Ministério da Agricultura está solitário na política do café, conforme elucidou o consultor técnico do CNC, Francisco Ourique, ao longo da reunião. Ele mostrou que o conjunto de medidas baixadas para a safra 2009/10, totalizando aporte de recursos da ordem de R$ 2,7 bilhões, teve saldo importante não aplicado, o que demonstra que as linhas foram operacionalizadas fora do tempo e, também, a dificuldade do setor em pactuar novos financiamentos. Levando em conta esse fator, Bertone recordou que é fundamental a reabilitação de "alguns instrumentos de políticas públicas para o café".
A nossa obrigação é arrumar fórmulas para fazer esses mecanismos funcionarem. O dinheiro está aí, mas não podemos usá-lo, pois não temos garantia. Quando tivermos alguém avaliando, os bancos vão nos procurar e as cooperativas de produtores terão um papel ainda mais relevante a desempenhar. "O cooperativismo tem que ser usado como instrumento de formulação de políticas públicas", endossou Bertone.
Ao final do encontro, o deputado Carlos Melles anunciou que havia solicitado uma audiência, há poucos dias, com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, a qual foi agendada para hoje (02), às 16h. As lideranças do setor cooperativista participarão desse evento, conforme ficou acertado.
Na reunião realizada ontem (01), em São Sebastião do Paraíso (MG), estavam presentes lideranças das seguintes cooperativas: Cooparaíso, Minasul, Coopercam, Cooperrita, Coopama, Credivar, Cocatrel, Coopassa, Coopinhal, Cocapec, Cocarive, Capebe, Coccamig e Unicoop, além de lideranças de sindicatos rurais, prefeitos e o deputado estadual Antonio Carlos Arantes.
As informações são da Assessoria CNC, resumidas e adaptadas pela equipe CaféPoint.
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SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO
EM 03/02/2010
Que tal pedir também uma auditoria nos estoques de cooperativas: assim vamos ver se realmente temos tanto café em estoque como os números divulgados pela CONAB.
As dívidas vencem e os juros são cobrados ... o GOVERNO pagou multa e juros por atraso no pagamento ao cafeicultor???
COOPERATIVAS ... são vocês que tem o mercado na mão ... façam alguma coisa ... afinal de contas produtor quebrado é cooperativa quebrada!!!