Líbia financia nova planta de café solúvel em Uganda

A Uganda construirá sua primeira fábrica de café solúvel até o final deste ano após um acordo entre os governos de Uganda e Líbia. Segundo a Autoridade de Desenvolvimento do Café de Uganda (UCDA), os termos do acordo assinado em setembro passado obrigam o Governo de Uganda a fornecer a área para a planta bem como suporte técnico. A Líbia, através da Carteira de Investimentos da Líbia na África fornecerá o capital. Oficiais da UCDA disseram que a Líbia concordou em investir entre US$ 20 milhões e US$ 60 milhões dependendo do tipo de equipamento escolhido para a planta.

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A Uganda construirá sua primeira fábrica de café solúvel até o final deste ano após um acordo entre os governos de Uganda e Líbia. Segundo a Autoridade de Desenvolvimento do Café de Uganda (UCDA), os termos do acordo assinado em setembro passado obrigam o Governo de Uganda a fornecer a área para a planta bem como suporte técnico. A Líbia, através da Carteira de Investimentos da Líbia na África fornecerá o capital, informou reportagem do site Nationmedia.com.

Oficiais da UCDA disseram que a Líbia concordou em investir entre US$ 20 milhões e US$ 60 milhões dependendo do tipo de equipamento escolhido para a planta. Eles também confirmaram que a Autoridade de Investimentos de Uganda já garantiu a área para a fábrica no parque industrial Namanve em Kampala.

Esta é a terceira vez que o Governo de Uganda está se unindo a um investidor estrangeiro na tentativa de construir uma planta de café solúvel.

Em 2006, o Governo de Uganda assinou um acordo similar com a Tata Ltd da Índia, embora a implementação do projeto esteja mais de um ano atrasada, enquanto negociações em 2005 com a Continental Coffee - firma de propriedade indiana e britânica - foram paradas após o Governo ter se negado a fornecer à empresa status de monopólio.

As notícias do projeto proposto com o apoio da Líbia vieram em um momento em que os preços do café no mercado internacional triplicaram nos últimos cinco anos, para US$ 2600 a tonelada do robusta e US$ 3527 a tonelada do arábica, o maior nível em 12 anos. Em Uganda, os preços aos produtores estão em US$ 2 por quilo para arábica e US$ 1,76 por quilo para robusta.

Uma planta de café instantâneo agregará valor ao café de Uganda, atraindo preços premium aos produtores. Atualmente, a qualidade continua baixa devido ao manejo pós-colheita ruim, disse a UCDA.

Alguns países da região, como Ruanda, têm revivido sua produção de café com ênfase na qualidade e estão agora exportando mais cafés especiais do que a Uganda, que vende somente um terço de suas 150 mil toneladas produzidas, de acordo com a UCDA. A situação ideal é seguir os passos da Etiópia e adicionar valor à commodity. Isso criaria mais empregos e aumentaria os ganhos com café.

Entretanto, devido a restrições como capital, um investimento mais plausível é em uma planta de café solúvel cuja demanda é de cerca de 18% do mercado internacional, contra cafés especiais com 12% da demanda. A Uganda exporta hoje 95% de seus grãos verdes de café, mantendo seu status de produtor primário.

Alguns especialistas disseram que para que uma planta de café solúvel tenha sucesso, é necessário que haja um mercado local, ou seja, contrário à estratégia do Governo de produzir somente para exportação para países como Dubai e Estados Unidos.
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