Leitor fala sobre remuneração justa aos cafeicultores
O leitor do CaféPoint Roberto de Campos Fernandes, produtor de café de Campos Gerais/MG, enviou um comentário ao artigo "A redenção da lavoura", se referindo a necessidade de o Ministério da Agricultura tomar providências visando a justa remuneração dos produtores. Acesse e leia a carta na íntegra.
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"Uma tese interessantíssima a do especialista em qualidade de café, mestre Celso Luis Rodrigues Vegro. Conhecedor e divulgador do bom café. Não é por menos ser co-autor do excelente livro "Café Um Guia do Apreciador", da Editora Saraiva.
A cafeicultura evoluiu muito nos últimos 20 anos como ressaltou o articulista. Porém, o mercado de café brasileiro, principalmente os praticados até por renomadas cooperativas, convive com expedientes ultrapassados e que não se alinham com a evolução no âmbito de cultivo e da qualidade. Ainda impera a figura do comprador de café, inclusive, dentro das cooperativas, que querem pechinchar. São pessoas desagradáveis. Horríveis figuras da cadeia produtiva do café. Isso tudo não existiria se o café fosse classificado e cotado nos termos da Instrução Normativa nº 18, de 11/06/2003, do Ministério da Agricultura, ao mesmo tempo em que o mercado disponibilizasse cotações diferenciadas pelos tipos de bebidas especificados na norma e não pela generalização do "duro para melhor" ou "cafés finos". Nessa norma há toda descrição de como deve ser o procedimento de amostragem visando proteger o produtor, porém, talvez, nenhuma cooperativa cafeeira ou comprador de café faça da Instrução Normativa, uma norma de conduta.
Vale lembrar que até mesmo o Indicador Cepea não diferencia os preços dos cafés finos.
Que o Ministério da Agricultura tome providências visando a justa remuneração dos produtores.
Parabéns ao pesquisador e à reportagem. Esse é um grande desafio do Ministério da Agricultura em prol da remuneração justa dos produtores. A Emater de MG já veiculou no CafePoint interessante matéria sobre o conhecimento por parte dos produtores do valor do café pelos mesmos produzidos.
Outra questão relacionada ao assunto que deve ser muito bem analisada pela cadeia produtiva e principalmente pelo Ministério da Agricultura é o referencial de preço praticado e pago aos produtores brasileiros. Qual o referencial de preço? Cepea, as cotações da OIC para os suaves brasileiros, a BM&F, ou o comprador de cooperativas?
O produtor é sempre o maior prejudicado, razão pela qual convive com as dívidas. Entre as cotações da OIC para os suaves brasileiros e até mesmo da BM&F existe um enorme diferencial de preço pago aos produtores brasileiros. É preciso transparência e justa remuneração aos produtores."
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SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER
EM 18/01/2011
Realmente é a falta de transparencia e orientação que acabam levando o produtor
para o buraco, e como voces sabem a idéia é fazer volume comprando o máximo pelo mínimo. Hoje por exemplo foi só o mercado melhorar um pouco para tentarem já comprar CPRS para entrega na safra/2011 mas não no inicio e sim no fim da safra quando o produtor precisa de dinheiro no começo - julho/agosto
e setembro. As vezes deixando de vender o físico para vender para entrega na safra. Para não repetir que a cotação de nossa mercadoria base um produto que não é o nosso é o Colombiano é uma vergonha!
Abraço a todos.

CAMPOS GERAIS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 13/01/2011
Entendo que os compradores de café, incluindo os das cooperativas, não têm a mínima idéia do que seja produzir café. O quanto custa. Quanto tempo leva para produzir uma boa safra. Os tratos culturais e demais pertinências ao cultivo. Cafeicultor é um abnegado que gosta do que faz, tanto que persiste na produção mesmo no prejuízo.
O site do Escritório Carvalhaes sempre foi meu norte. Um dos mais sérios dessa nossa cafeicultura. Porém, ainda não faz a cotação com base na IN 18. Já editaram uma nova IN para o café torrado, sendo que nem mesmo é aplicada a Instrução Normativa para o café cru. Então, é o momento dos produtores exigirem do Ministério da Agricultura uma remuneração justa e honesta por parte do mercado. Entendo ainda que a cotação do OIC para os suaves brasileiros é a que deveria prevalecer no mercado brasileiro. Trata-se de um referencial internacional. No entanto o mercado nacional está defasado daquele referencial em quase R$ 50,00 reais. Em 12/01 a OIC cotou o café brasileiro em 223,21 U$ cents/lb, o que representa algo em torno de RS$ 493,00. O indicador Cepea apontou RS$ 444,00. E os compradores de cooperativas, provavelmente, ofertaram pouco mais de R$ 400. Isso tudo é um absurdo em desfavor do produtor. É hora do Ministério da Agricultura agir.
SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO
EM 13/01/2011
Boa colocação a sua sobre a IN 18 e também sobre os compradores de café, que fazem de tudo para desvalorizar o nosso produto ... parece ate que estamos cometendo um crime na hora de vender um lote de café.
Sugiro o site do Escritório Carvalhaes, eles fazem uma diferenciação de preços por qualidade, ainda não e o ideal, mas da para balizar. Uma vez comentei com o comprador de um cooperativa sobre os preços desse site e ele me respondeu assim: - eles colocam esses preços porque não compram muito café ... e ate engraçado se não fosse revoltante.
Boa safra e boa sorte em suas negociações.
Diogo Dias