O leitor do CaféPoint Paulo Henrique Leme, consultor em marketing estratégico no agronegócio, especializado em café, de Espírito Santo do Pinhal/SP, enviou um comentário ao artigo "Um pensamento vivo 1". Abaixo leia a carta na íntegra.
"Caro Celso,
Que belo presente você nos proporcionou. A entrevista do Mestre Delfim é fantástica e poderia, como você bem disse, ser publicada hoje com a mesma precisão que fora publicada há longínquos (?) nove anos atrás...
Tive o cuidado de pinçar alguns trechos oportunos:
"Mas uma coisa é certa: só vai sobrar no mercado quem for bom e competitivo."
"Tem que acabar essa ideia de que o Brasil vai fazer isso, aquilo."
"Brasil não é marca coisa nenhuma. Precisamos produzir uma marca. Porque Café do Brasil hoje é tudo: é robusta, é conilon, é bebida mole..."
A profissionalização do agricultor é um fato inevitável, por menor que ele seja. Ter o controle de sua produção e trabalhar com inteligência sua comercialização é algo que serve tanto para o grande quanto para o pequeno e, principalmente, para os médios.
Por isso, tenho pregado o termo "trabalhar o padrão de qualidade", que é, em verdade, ter a plena consciência dos lotes que estão sendo produzidos e adotar uma estratégia de comercialização adequada para eles, sempre pensando no médio prazo. Isto porque, não adianta desenvolver um canal de comercialização nesta safra e deixar seu comprador sem produto ano que vem. E esta estratégia deve ser adotada tanto para as qualidades inferiores como superiores.
Outro trecho fantástico do Mestre Delfim remete à diferenciação dos Cafés do Brasil. A diferenciação não deve ser feita pelo governo, mas pela iniciativa privada! Delfim previu com perspicácia o movimento dos cafés especiais que aconteceria no Brasil nos anos vindouros. Atualmente, são muitas fazendas que investem na diferenciação de seu produto. Algo irreversível.
Atualizando um pouco este pensamento para hoje, acredito que um novo movimento está surgindo, através das associações de produtores que começam a vislumbrar o potencial de posicionar seus cafés FORA DO CAFÉ COMMODITY DO BRASIL. E nosso potencial é incrível, e pode ser feito através das diversas certificações existentes e, principalmente, pela indicação geográfica. Regiões que estão na linha de frente deste processo: Cerrado mineiro, Norte Pioneiro do Paraná, Oeste da Bahia, Região de Espírito Santo do Pinhal - SP, Montanhas de Minas, dentre poucas outras.
Destaco também o movimento dos produtores de café Faitrade (comércio justo) do Brasil que caminham, a largos passos, para se tornarem os maiores fornecedores de café de comércio justo do mundo! Uma vitória para o setor cafeeiro, cuja grande maioria ainda é de pequenos produtores. Sua união e trabalho poderão num futuro próximo posicionar o Brasil como detentor do café mais socialmente justo do planeta (ou seria isto apenas um reconhecimento de uma verdade?).
Por fim, termino esta longa intervenção, citando um último trecho do eterno Ministro: "Café é um hábito formador - e não adianta dizer que não tem importância."
Um abraço amigo e obrigado!
Paulo Henrique Leme (PH)
P&A Marketing Internacional
Obs: É muito fácil escrever tendo como alicerce um documento histórico como esse!"
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Leitor fala do movimento de cafés especias no Brasil
O leitor e colaborador do CaféPoint Paulo Henrique Leme, consultor em marketing estratégico no agronegócio, especializado em café, de Espírito Santo do Pinhal/SP, enviou um comentário ao artigo "Um pensamento vivo", destacando o movimento dos cafés especiais no Brasil e a tendência pela busca de indicação geográfica. Acesse e leia a carta na íntegra.
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