Leitor expõe a falta de marketing de cafés brasileiros
O leitor do CaféPoint Luiz Fernando Vilela de Andrade, de Joaquim Távora/PR, enviou um comentário ao artigo "Joaquim Leite (Cooxupé) comenta o mercado de café", e aproveita para questionar o fato de o Brasil não saber investir em marketing. Acesse e leia a carta na íntegra.
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"Penso que temos a galinha dos ovos de ouro, só que somos burros e gananciosos:
Não sabemos vender café. Não sabemos fazer marketing de café.
E segundo comentários de quem já saiu do Brasil, não conseguimos provar que temos café de qualidade, mesmo o comprador vendo que o saco de café que ele compra é do BRASil, inscrição que se lê na saca de café "Café do Brasil". Que negócio é esse que todo mundo sabe que é bom, café gourmet, mas todo mundo quer pagar como comoditie?
Sou do norte do Paraná, e ainda me lembro quando viajava de Cornélio Procópio a Nova Fátima, praticamente toda a rodovia neste trecho era café, hoje acho que só tem 2 ou 3 lavouras.
Não entendo o Brasil, e não gosto do que esta acontecendo. Não premiamos a qualidade, só queremos volume.
Vou citar um fato e depois me digam: No auge do grande jogador de Tênis de Campo Gustavo Kuerten, em uma das finais que disputou em Roland Garros, me lembro desta porque assisti na televisão, quando o mesmo sacava via-se ao fundo a seguinte inscrição, "Café da Colombia". Quem tiver a curiosidade assista algum vídeo do Guga, veja isto e depois me dê a resposta.
Quando falo que não sabemos fazer marketing esta aí a resposta. A Colômbia talvez tenha pago 1 milhão ou 10 milhões de dólares, sinceramente não sei a cota para essa propaganda, mas teve seu produto divulgado visualmente, subliminar, o seu produto para muitos países e muitas pessoas.
Volto a comentar, temos em 2010 a Copa do Mundo na África, 2014 a Copa do Mundo no Brasil, e 2016 as Olimpíadas no Brasil. Será que não temos ninguém para vender café para o Mundo e fazer o produtor brasileiro, que é o dono das galinhas dos ovos de ouro, ganhar dinheiro? Ou vai ser como o brasileiro da lei do Gerson, levar vantagem em tudo e o produtor que se rale?
Vamos mudar a história, pois somos nós que a escrevemos, senão lá na frente a próxima geração vai nos chamar de incompetentes e relaxados, pois perderemos o ouro. Abre o olho BRASIL!
Luiz Fernando
Um Brasileiro."
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FURNAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 14/05/2010
Parabéns pelo seu comentário sobre o artigo "Joaquim Leite comenta o mercado de café", pois no dia 22 de outubro de 2008 após a leitura do artigo o Café e o BOPE do articulista Clóvis Rossi da Folha de São Paulo, enviei-lhe o email abaixo.
Prezado Clóvis Rossi,
Sou um pequeno produtor de café em Baependi no sul de Minas Gerais e quero parabenizá-lo pelo maravilhoso artigo O café e o BOPE.
Se você tivesse a oportunidade de ver o sofrimento dos trabalhadores envolvidos na enruação, colheita, abanação, secagem e o trabalho executado na limpeza do café pelas máquinas de beneficiamento nos caminhões que se dirigem às pequenas propriedades rurais vemos que de fato o Brasill tem que explorar mais valor agregado do que a mera exportação do grão, para que assim possamos vender nosso produto com um preço condizente com o seu valor intrínseco e,com isso, podermos dar uma remuneração digna a esses trabalhadores que são a grande parcela responsável pelo café que é servido pelo mundo afora.
Em complementação ao seu artigo gostaria de lembrar que quando o nosso grande Guga venceu pela primeira vez o Torneio de Rolland Garros vestia uma camiseta com o logo do "Banco do Brasil ", enquanto às sua costas víamos uma enorme placa com os dizeres " Café de Colombia.
Um grande abraço de seu assíduo leitor ao longo desses vinte anos de assinatura.
Jorge Fernandes
Resposta do articulista:
Grato, Jorge. A propósito do Guga, já escrevi não sobre sua camiseta, mas sobre o cartaz da "Juan Valdez" no fundão da quadra. Abs. Rossi.