Leitor comenta volta do Brasil ao Acordo Internacional

O leitor do CaféPoint Carlos Eduardo de Andrade, de Viçosa/MG, enviou um comentário ao artigo "Rufino: a cafeicultura precisa de soluções", dizendo que o Brasil já está há mais de quatro anos sem assinatura do Acordo Internacional do Café e ele não fez falta alguma. Acesse e leia a carta na íntegra.

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O leitor do CaféPoint Carlos Eduardo de Andrade, de Viçosa/MG, enviou um comentário ao artigo "Rufino: a cafeicultura precisa de soluções". Abaixo leia a carta na íntegra.

"Parabéns Rufino pelas suas colocações. O histórico das políticas de comércio internacional em relação a cafeicultura adotadas pelo Brasil não foi favorável ao Brasil em nenhuma época do passado distante ou presente.

Se já estamos a mais de quatro anos sem assinatura desse acordo e ele não fez falta alguma e vários estudos de comercio internacional a respeito dos Acordos Internacionais do Café mostram que os excedentes econômicos gerados pelos acordos anteriores não foi favorável ao Brasil, qual a vantagem para o Brasil em voltar ao acordo?

A política de resgate da dignidade dos habitantes de países extremamente pobres, deve ser uma política contínua e com envolvimento dos principais países dos cinco continentes, ou seja, isso deve ser com disse o Rufino uma política da ONU. Utilizar o AIC ou OIC como argumento, e o Brasil entrar como um salvador no sentido desse resgate, não parece uma alternativa muito palatável para a nossa cafeicultura.

A cafeicultura do Brasil, assim como outras atividades agropecuárias, exceto as que já se ajustaram, terão que se ajustar.

Em relação ao setor produtivo, a cafeicultura de montanha, da forma que é hoje a exigência da legislação trabalhista e a legislação ambiental tenderá a ficar somente entre os pequenos produtores que trabalham com agricultura familiar, pois nela estão incluídos os minifúndios que trabalham com a própria família do produtor e ou os produtores em que a relação de trabalho é a parceria agrícola.

Em relação ao comercio internacional, começamos a caminhar no sentido de um ajuste a partir do momento que nosso café passa a ser comercializado na bolsa de valores de Nova Iorque.

Outro passo que teremos que dar e urgente é no sentido de fortalecer a imagem de que nosso café é tão bom como os lavados da America Central e os cafés originários da Colômbia. Para isso, terá que se fazer um investimento pesado em marketing, pois já estamos produzindo café de altíssima qualidade já há alguns anos, e ainda perante o mercado internacional o café originário do Brasil é muito inferior aos cafés das origens citadas acima. Uma prova disso é que há deságio nos contratos futuros em Nova Iorque nos cafés originários do Brasil e ágio para os cafés da América Central e Colombiano."

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