O leitor do CaféPoint, Antônio Augusto Reis, produtor de Varginha/MG, comenta o artigo "Café - forjado um novo eldorado", do colunista do CaféPoint, Celso Vegro, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA), que destaca oportunidades para o aumento do consumo de café com a recém-aprovada Lei Seca. Leia carta a seguir:
Sr. Celso Vegro,
Parabéns pela matéria. Encontro sempre grande pertinência em seus artigos, daí já contemplado, na minha opinião, considerando-o um aliado à causa do café.
A grande possibilidade dos estabelecimentos do ramo da alimentação incrementarem alternativas frente à impossibilidade de [dirigir após] consumo de bebidas alcoólicas no país, imitando os estabelecimentos especializados já existentes na oferta de café de qualidade, sem sombra de dúvidas, contribuirá com o aumento do consumo desta bebida no território brasileiro.
Por outro lado, na contramão da tendência, encontramos nós produtores de café arábica (de onde se extrai a alta qualidade na xícara) com pouco horizonte, conforme apresentado no parágrafo abaixo descrito pelo autor:
"Será preciso a dedicação de toda a inteligência cafeeira que se possa mobilizar no País visando mitigar o impacto da valorização cambial. O imenso esforço agronômico conduzido no sentido de incrementar a produtividade física em uma saca a cada três safras, que vem ocorrendo no Brasil a mais de uma década, fortalece a nossa competitividade real e trajetória que ainda mostrará seu acerto no mundo cafeeiro. Todavia, tais ganhos na produtividade dos fatores empregados (terra, trabalho e capital) não resultaram em incremento efetivo da rentabilidade da cultura, pois depois de efetuada a conversão cambial, em alguns países há mais dinheiro para os cafeicultores (Vietnã e Costa Rica) e noutros muito menos (Brasil e Colômbia). Assim, o subtítulo deste tópico (marcando passo), permanecerá pautando a realidade de baixa rentabilidade dos cafeicultores de arábica para essa e quiçá próximas safras".
Numa outra vertente, a da renegociação das dívidas, nós os produtores de café, após uma melhor análise da Medida Provisória 432, ficamos com muito pouco dos 75 bilhões propostos pelo governo. Ficaram de fora da MP dívidas muito importantes: CPR's, custeios originados de fontes sem ser do Funcafé, além do comprometimento dos limites de crédito, hoje praticamente zerado para a grande maioria do produtores.
Instrumentos como o PEPRO, com critérios de distribuição mais aperfeiçoados e maior volume de recursos financeiros, deverão ser disponibilizados com a máxima urgência pelo governo. Os produtores carecem dessas medidas. O tempo não espera.
Saudações
Acesse a carta.
Julio Frare, equipe CaféPoint
Leitor comenta oportunidade para o café na lei seca
A grande possibilidade dos estabelecimentos do ramo da alimentação incrementarem alternativas frente à impossibilidade de (dirigir após) consumo das bebidas alcoólicas no país, imitando os estabelecimentos especializados já existentes na oferta de café de qualidade, sem sombra de dúvidas, contribuirá com o aumento do consumo desta bebida no território brasileiro.
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