Leitor comenta: atuais políticas ambientais do Brasil inibem competitividade internacional do país no agronegócio
O engenheiro civil José Olímpio Dias de Faria, ex-vice-presidente do Instituto de Engenharia, se manifesta em reação à notícia desta semana sobre as discussões governamentais em torno da MP 571/2012 do Código Florestal.
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O engenheiro civil José Olímpio Dias de Faria, de São Paulo-SP, ex-vice-presidente do Instituto de Engenharia e atualmente diretor em empresa de consultoria e gerenciamento, enviou a seguinte carta questionando a atual situação das políticas de Reserva Florestal Legal (RFL) e de Áreas de Preservação Permanente (APP) no país:
"Amigos,
Com todo o respeito ao conceito de sustentabilidade ambiental, data venia, desafio a me mostrarem um Pais sequer deste mundo, além do nosso, que tenha RFL e APP !
Penso que as APP's já deveriam ser as RFL's, SMJ.
Do jeito que está, com 20% de RFL, aqui no sudeste, mais a APP, o resultado da área da propriedade é de 40%, o que encarece muito o custo de oportunidade, complicando a nossa competitividade internacional no agronegócio!
Abraços."
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Concordo com a necessidade da proteção das nascentes e margens de rios, sem dúvida alguma...Mas coloquem-se no lugar do micro e pequeno produtor rural, se fosse o caso de recompor 20% de reserva legal + as APPs, aprox.30 a 40% destas propriedades(de acordo com seu potencial hídrico) poderão perder o seu destino, gerar renda para o produtor manter sua família...
E lembrando que o produtor rural não possui apoio algum, incentivo algum...Qualquer ação, possui um custo...quem pagará por este custo? O já onerado micro e pequeno produtor rural?
Esta é uma equação difícil de ser solucionada. Proteger; mas permitir continuidade da geração de renda e assim manter o homem e sua família no campo!
Sds.,
Aylton Piona
peq.produtor rural
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