Leitor: Colômbia e Centrais não estão com medo à toa

O leitor do CaféPoint Sandro Campos Mancini, da Unicafé Cia. de Comércio Exterior, enviou um comentário ao artigo "Esqueçam aquilo que escrevi", falando sobre o potencial brilhante do café brasileiro e a oportunidade de entrar no mercado de cafés lavados. Acesse e leia a carta na íntegra.

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O leitor do CaféPoint Sandro Campos Mancini, da Unicafé Cia. de Comércio Exterior, enviou um comentário ao artigo "Esqueçam aquilo que escrevi". Abaixo leia a carta na íntegra.

"Não se esqueçam que a Starbucks é também proprietária da marca Seattle's Best, e que utilizará esta marca como "marca B" para atacar mais diretamente McCafé e afins, vendendo seu café em redes de fast food concorrentes, restaurantes, etc. Portanto ainda que seja expressiva a futura participação do café brasileiro, temos que computar as compras/vendas desta marca, que trabalha majoritariamente com café natural de qualidade, daí parte da explicação do crescimento da demanda por café brasileiro.

Isso não tira de forma alguma o brilho do nosso café. Quem esteve no Seminário Internacional do Café e assistiu à palestra do Dub Hay, Vice-Presidente da Starbucks, o ouviu elogiar o nosso café, o ouviu dizer que pretendem sim comprar mais e mais do nosso café, por gostarem do que estão comprando, pelo custo/benefício e potencial tamanho que podemos atingir como fornecedores de cafés lavados e semi-lavados. Mas também o ouvir perguntar seguidas vezes sobre a forma como tratamos o café pós-colheita, o que quer dizer que se para eles o Brasil evoluiu muito nestes mercados, ainda pode fazer bem mais.

Colômbia e Centrais não estão com medo da gente à toa. Se levarmos estes mercados (lavados e semi-lavados) a sério, com a nossa eficiência e quantidade de área cultivável, teremos um custo/benefício imbatível. Isso pode até ser trabalho para 5 ou até 10 anos, mas se fizermos nosso dever de casa, ninguém nos segura.

O governo brasileiro devia se empenhar em garantir a entrada do lavado brasileiro na bolsa de NY (ICE). Isso será um divisor de águas na percepção da qualidade do café brasileiro não pelo consumidor final (esse levará mais tempo, mas a mudança já ocorre, ainda que mais lentamente) mas por torrefadoras mundo afora.

Não importa se em um primeiro momento o diferencial nos seja desfavorável. Isso se acerta depois, com o passar dos anos, como aconteceu com outros lavados. Não podemos desperdiçar essa oportunidade de ouro. Temos que tratar este acontecimento com o mesmo respeito que o fazem nossos concorrentes, que apelam pra tudo para impedir algo que é não só sensato, mas necessário, para que o café brasileiro ganhe o respeito que já faz por merecer ter."

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Fernando de Souza Barros jr.
FERNANDO DE SOUZA BARROS JR.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER

EM 17/07/2010

Prezados Companheiros
Conforme nos disse o Ronaldo vamos decer do palanque e resolver a situação nào
aceitamos mais seguir a política mentirosa e ilusionista,vamos aprender a ser patrões e cobrar Gestão e Planejamento.Não aceitamos a OSCURIDADE e falta de
TRANSPARENCIA na venda de nosso café.Não temos nada a ver com Colombia e Centrais pois o nosso café 90/95% é natural e de diverssas qualidades,temos que provar que o nosso é melhor e fazer o nosso marketing.Não queremos nada com N.York que negocia cafes lavados,nada a ver com o nosso. Vamos negocia-lo na CME(Chicago) e BVM&F (S.Paulo) com transparencia.Fazer o nosso Marketing e parar de exportar aumento de dívidas e imposto camuflado(PIS E COFINS)-9,25%
pois foi só ter a Operação Broca atraz das Empresas fantasmas que o mercado começou a cair na real!!Porém hoje a Colombia vende seu café a R$500,00 a saca
e aqui os explorados a R$310,00.Onde está o FINANCIAMENTO a R$261,00por saca tão anunciado e prometido?(para regular o fluxo da oferta).Realmente uma vergonha esta nossa falta de Cobrança!!
Ronaldo Casado Figueiredo
RONALDO CASADO FIGUEIREDO

ABATIÁ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 16/07/2010

Gostaria imensamente de um dia poder ver os nossos governantes se peocupando realmente com a AGRICULTURA, mas eu não vejo apenas a culpa do governo, também lideranças que estão se beneficiando do sistema capitalista que foi implantado nas últimas décadas no mundo.O problema é tão grande, que mesmo depois de ganhar muito dinheiro as pessoas não param, não se lembram que pessoas, famílias, foram esquecidas e também precisam de ganhar o seu dinheiro para viver dignamente, famílias que precisam estudar seus filhos para que tenhamos um mundo melhor, pois só com o conhecimento é que o ser humano pode melhorar, mas se ficar sufocado, as vezes ele reage de uma maneira errada. O problema não é café lavado da Colômbia, nem café fino da Guatemala, mas sim direitos iguais para todos, porque proteger tanto esses Países, que tem seus problemas culturais e não conseguem resolvê-los, não é com uma super valorização de seus produtos que vai resolver, é só dar as mesmas condições para os nossos produtores que eles conseguirão produzir cafés de excelente qualidade,1º) condições de investimento; 2º)capacitação do produtor e de sua família; 3º)valorização real dos produtos; o nosso café precisa ser valorizado primeiramente aqui dentro, vamos parar de demagogia, todo mundo tem a solução do problema, mas ninguém faz nada!Será que as nossas lideranças não conseguem ao menos informar a sociedade do que está acontecendo? Que o produtor está sendo sacrificado para produzir alimento barato? É hora de rever nossos conceitos. É hora de parar de dar jeitinhos para ter benefícios próprios.Precisamos de apoio, precisamos de pessoas com atitude, para que no futuro não tenhamos que ter os mesmos problemas que os nossos Concorrentes.
Joseph Crescenzi
JOSEPH CRESCENZI

ITAIPÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 15/07/2010

Importante também, é ligislação que permitem os lavados da Colombia e centrais o ingresso no Brasil. O Brasil é, por enquanto, o segundo consumidor de café. Com a realidade de um mercado aberto para estes cafés, teria 3-4 milhões de sacas menos disponíveis para entrega em NY, assim a demanda irá ficar acirrada. So temos a ganhar.