Dividido em dois lotes, o café produzido por Antonio Rigno de Oliveira Filho, na Fazenda Tijuco, em Piatã, na Chapada Diamantina, Bahia, teve os dois maiores lances do leilão. O primeiro recebeu valor equivalente a *R$ 29.015 por saca de 60 kg (US$ 43 por libra-peso) e o segundo a *R$ 28.947 (US$ 42,9 lb-peso). Em conjunto, ambos renderam uma receita total de *R$ 202.862 (US$ 39.769,12).
A título de comparação, esses lances implicam substanciais altas de 2.778% e 2.771%, respectivamente, sobre o fechamento de *R$ 1.008 por saca (US$ 1,4940 lb-peso), no mesmo dia, na Bolsa de Nova York, principal plataforma mundial de comercialização de café. Já o preço médio do leilão ficou em *R$ 8.198 por saca (US$ 12,15 lb-peso), representando incremento de 713% em relação à cotação de NY. Clique aqui e confira o resultado completo do leilão.
Os cinco primeiros lotes, considerados presidenciais por terem obtido mais de 90 pontos no Cup of Excellence 2022, foram adquiridos por empresas da Itália, Grécia e Japão. "Ter italianos e gregos entre esses compradores pode sinalizar o retorno do consumo de cafés de alta qualidade pelos europeus, uma tendência que estávamos observando pré-pandemia, que ficou retraída nesses últimos quase três anos", aponta Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA.
Ele também destaca a grande disputa pelos melhores cafés produzidos no Brasil na safra 2022. "Tivemos 1.614 lances dados, por dezenas de empresas de todo o mundo, em um leilão que durou aproximadamente cinco horas e meia. Isso evidencia que nossos cafés se enquadram, cada vez mais, nos anseios dos maiores e mais exigentes consumidores globais, entregando diversidade, qualidade e, acima de tudo, sustentabilidade ambiental e social", conclui.
*Dólar cotado a R$ 5,101, conforme fechamento de 12/01/2023.