O presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), Cláudio Morales, abriu na manhã desta terça-feira, a 22ª edição da Fenicafé - Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura. “Acredito que a paixão pelo café que herdamos de nossos avós virou amor. Mas só isto não basta. É necessária qualidade, em todos os sentidos. Na transparência econômica e política; qualidade ambiental, com responsabilidade social, na excelência do café”, exaltou Morales.
O presidente da ACA lembrou que a qualidade do café é definida por vários processos. “A bebida percorre um longo caminho até conquistar aroma, acidez, doçura e corpo. Todos nós sabemos que existem muitas coisas entre a planta, o grão e aquela aromática xícara de café. O plantio, a irrigação, a colheita, o processamento, a torra e a forma de preparo podem fazer com que determinado café tenha seu potencial explorado”.
Com a irrigação, a produtividade dos cafezais pode aumentar em até 50% na comparação com as lavouras de sequeiro, disse Morales. “Araguari, cidade pioneira nesta técnica, tornou-se cidade polo e referência de irrigação na cafeicultura, tornando-se uma vitrine para o mercado nacional e internacional”, frisou.
Morales exaltou ainda a realização da 22ª edição ininterrupta da Fenicafé, “maior evento de irrigação em cafeicultura do Brasil e talvez do mundo”. A Fenicafé é destinada não apenas às questões técnicas da irrigação e nutrição do cafeeiro, mas também para a qualidade e aprimoramento do processo produtivo do grão, salientou.
A feira discute aspectos relevantes da cafeicultura irrigada e tem contribuído para o crescente cultivo dessa modalidade no Brasil. O evento acontece até esta quinta-feira, 23 de março, no Pica Pau Country Club, em Araguari, no Triângulo Mineiro.