Ontem a queda do dólar foi de 0,15%, chegando a R$ 2,034 com o fluxo positivo e as operações de arbitragem. Foi o menor fechamento desde 6 de março de 2001, influenciado também pela alta taxa de juros.
"No dólar, o importante é fluxo mesmo", observou o economista-chefe da corretora Liquidez, Marcelo Voss. De acordo com dados do Banco Central, o país teve fluxo cambial positivo de US$ 6,647 bilhões em março. "Para você conter o fluxo, só uma notícia muito ruim, não foi o caso hoje", disse Voss, referindo-se a dados sobre a economia norte-americana divulgados nesta quarta-feira, abaixo do esperado.
Entretanto, o diretor-executivo da corretora de câmbio NGO, Sidnei Nehme, não acredita que a excessiva valorização do real possa ser explicada apenas pelo fluxo positivo da balança comercial e dos investimentos. Ela tem "como eixo determinante a elevada taxa de juro real que o país pratica e que faz com que o 'jogo' especulativo tenha impacto determinante na formação do preço", considerou, em reportagem de Silvio Cascione, do Reuters Brasil.
Voss acrescentou que "se ele (o Banco Central) não cortar a taxa de juro em 0,5 ponto, o dólar vem a 2 (reais) nesse mês ainda, porque a taxa praticada ficou totalmente fora da realidade".
Juro alto ajuda dólar a registrar nova queda
Ontem a queda do dólar foi de 0,15%, chegando a R$ 2,034 com o fluxo positivo e as operações de arbitragem. Foi o menor fechamento desde 6 de março de 2001, influenciado também pela alta taxa de juros.
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