Juliano Tarabal comenta sobre Certificação de Origem

A existência da Certificação de Origem, que é destinada às regiões que possuem Indicação Geográfica e ou Denominação de Origem Controlada, servem para distinguir diversos produtos por variados atributos.

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O diretor de Marketing da Ferderação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, de Patrocínio/MG, comenta sobre a existência da Certificação de Origem destinada a distinguir diversos produtos por variados atributos. Ele enviou um comentário ao artigo "Cafeicultor valoriza boas práticas para se tornar sustentável". Leia a carta na íntegra.

Carta de Juliano Tarabal

"Gostaria de contribuir com o artigo ressaltando a existência da Certificação de Origem, que é destinada às regiões que possuem Indicação Geográfica e ou Denominação de Origem Controlada, que servem para garantir a procedência dos produtos e delimitar áreas geográficas produtoras de determinados produtos que se distinguem por variados atributos, entre outros fatores que se aplicam a esta modalidade."

Clique aqui para ler mais opiniões sobre este assunto.

Diante desse comentário e das evidências de que o mercado valoriza cada vez mais a sustentabilidade, o CaféPoint pergunta: Quais as práticas sustentáveis que você utiliza em sua propriedade em busca de certificação? O que você conhece sobre Certificação de Origem?

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Artur Queiroz de Sousa
ARTUR QUEIROZ DE SOUSA

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 02/11/2011

O Sr. Juliano Tarabal, aborda o tema, que com certeza encontrara posicionamento divergentes. Acredito ser esse um passo importante, e me perguntariam por que? - E eu respondo humildemente o meu ponto de vista sobre o assunto. Nos devemos ter sem medo de errar, atualmente pelo menos umas 10 regiões bem diferentes na produção de café arabica e também conilon. Mas vou falar do arabica, que é o que melhor conheço. Todos com maneiras peculiares de produção, sistemas de produção diferentes, tamanho médio de propriedades muito diferentes, sistemas de comercialização, também muito diferentes. Sei que o Cerrado fez a primeira incursão no INPI, com o zoneamento da sua região. Também a região da Mantiqueira fez caracterizando café das montanhas de minas, com uma peculiaridade de ser produzido em altitudes superiores a 1.000 metros, o que por si só caracteriza a produção de cafes de bebidas especiais. Acredito que todas as demais regiões deverão proceder da mesma forma.

A rastreabilidade, bem como a certificação de origem é a melhor forma, juntamente com as boas praticas sociais, ambientais e economicas, poderão melhor posicionar as diversas regiões produtoras do pais. Caso contrario, estarão todos sujeitos a obedecer normas e interesses de ONG´s que pouco ou nada tem de interesses com essa áreas, a não ser os reais interesses de suas origens ou daqueles que as mantem.

Acredito que quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada,
quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores, quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você, quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício, então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.

Melhor então, Certificar sua origem.  
Francisco Sérgio Lange
FRANCISCO SÉRGIO LANGE

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO

EM 31/10/2011

Equipe CaféPoint,

Falar em certificação aqui no Brasil já é algo muito dificil, falar em origem então ? Mas vamos lá.

A certificação, a pouco tempo atrás, surgiu como algo que poderia nos ajudar a obtermos uma renda extra, assim a princípio imaginávamos, fosse ela comércio justo ou sócio ambiental. Com o decorrer desses últimos 5 anos ela foi se estabelecendo até que finalmente mostrou sua real concepção, ou seja, nada mais é do que mais uma obrigação a ser cumprida, é lógico, tem lá seus méritos, como por exemplo, a gestão da propriedade.

Agora por último, muito tem se falado em origem, como se este conceito estivesse ligado somente a história, especialmente no que se referem as grandes fazendas, que se constituem em territórios próprios. Falarmos em origem, no caso do café, não basta apenas determinarmos de onde ele foi produzido, uma série de outros atributos devem ser considerados, mesmo porque, tratá-se de um conceito de direito coletivo, e é ai então, que começam a surgir os problemas.

Num pais como o nosso, que tem na agricultura 30% do seu PIB, mas que não sabe entender o por que disto, fica dificil falarmos em indicações geográficas. Este assunto, apesar de estratégico, aqui em São Paulo parece não despertar tanto interesse por parte do governo, basta ver, o descaso com que ele vem tratando a politica agrícola paulista, da dó de ver nossas instituições sendo sucateadas. A pesquisa e a extensão não merecem serem tratadas como estão sendo tratadas. A secretaria de agricultura paulista não merece ser tratada como tal, ou seja, uma secretaria de segundo escalão.

Portanto, se não voltarmos a sermos tratados com a importancia que sempre tivemos, cada vez mais, mais dificil vai ficar. Se não restabelecermos estes elos de ligação, produção-extensão -pesquisa-representação e iniciativa privada, podem ter certeza, certificação e origem, aqui em São Paulo será negócio para poucos.
Willem Guilherme de Araújo
WILLEM GUILHERME DE ARAÚJO

GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 31/10/2011

Isto deveria servir de exemplo para os demais cafeicultores do país. Hoje já temos 2 regiões com esta classificação: cerrado e Mantiqueira.

Não acredito que seja uma segmentação ou divisão, mas uma busca por diferenciação. A inovação no setor cafeeiro ainda está engatinhando e inicativas que buscam modificar o panorama da cafeicultura são sempre bem vindas, ainda mais quando aliadas a práticas que buscam a sustentabilidade da atividade.