O leitor do CaféPoint José Sebastião Machado Silveira, consultor de café em Linhares, no Espírito Santo, enviou um comentário ao artigo "O inicio tardio!, de autoria do consultor José Eduardo Reis Leão Teixeira, publicado na seção "Espaço Aberto". Leia abaixo a carta de Silveira, que argumenta sobre a rotulação dos blends comerciais de café, o que permitiria ao consumidor identificar a exata porcentagem de conilon e arábica utilizado na composição da mistura.
"Há três anos uma grande empresa de Torrado e Moído realizou uma pesquisa para lançar uma nova marca de café. Para sua surpresa, os blends com grandes quantidades de conilon foram os preferidos pelos consumidores. A pesquisa foi realizada novamente, confirmando o resultado.
O blend foi lançado no mercado. Passados dois anos, esta marca tornou-se líder de venda desta empresa. A conclusão do especialista de mercado da empresa é esta: a rotulação pode vir a ser uma arma negativa para o café arábica. O mercado é livre e o consumidor vai escolher o que mais lhe agradar. Assim, a indústria de Torrado e Moído vai produzir o que mercado desejar.
O Mundo já descobriu a importância dos blends como fator de aumento de consumo de café. Este é o café preferido pela maioria dos consumidores. Pergunto: a rotulação vai mudar o gosto do consumidor? Não estamos atirando no alvo errado? Não estamos procurando culpados pela nossa ineficiência?"
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José Sebastião M. Silveira discute rotulação de blends
Há três anos uma grande empresa realizou uma pesquisa para lançar uma nova marca de café. Para sua surpresa, os blends com grandes quantidades de conilon foram os preferidos pelos consumidores. O blend foi lançado no mercado e depois de dois anos tornou-se líder de venda da empresa. A conclusão do especialista de mercado que trabalhou no projeto foi esta: a rotulação pode vir a ser uma arma negativa para o café arábica.
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