As negociações para ter uma joint venture com empresas internacionais no mercado de café estão em andamento para agregar valor ao café de Uganda, disse o ministro de Estado para planejamento financeiro e desenvolvimento econômico do país, Fred Jachan Omach.
O ministro falou durante a East African Business Week, ocorrida na semana passada, dizendo que o café da Uganda pode ganhar mais receitas para o país se a adição de valor não for negligenciada. Ele também falou de sua recente visita à Vienna, Áustria, onde diferentes membros do mercado internacional de café se reuniram e descobriram que o café da Uganda está entre os melhores cafés do mundo.
"Você não pode imaginar que eu descobri que nosso café arábica era usado como marca do país e, de fato, temos no país produtores zelosos com potencial para manter nosso café em boa posição no mercado internacional".
Relatórios indicaram que as exportações totais estão projetadas para 3 milhões de sacas de 60 quilos, no valor de US$ 288 milhões, o que se traduz em um aumento de 8,8% em volume e de 8% em valor. Isso foi celebrado pelo presidente da Federação de Comerciantes de Café da Uganda, David Barry, no site oficial da federação. Segundo ele, o sub-setor de café deverá ter um desempenho relativamente melhor durante o ano safra de 2010/11.
Barry observou muitas melhoras significantes na indústria de café da Uganda, notando que os valores do café arábica lavado mais ou menos dobraram no último ano safra, com a qualidade de forma geral vendo melhoras significantes. Alguns dos cafés arábicas lavados produzidos foram de excelente qualidade e ganharam melhores taxas de aceitação globalmente e, então, conseguiram preços muito melhores no mercado mundial. Houve um crescimento significante na indústria local de torrefação e a variedade de café processado re-embalado à venda nas lojas de Kampala e também no mercado regional e até mesmo no internacional é a evidência para esse segmento de rápido crescimento.
"As coisas estão em boas condições. Vemos investimentos na indústria em todos os níveis. Temos novos participantes, novas fábricas e estações de lavagem sendo construídas e muitos outros fatores positivos. As companhias da Uganda exibem um grande grau de profissionalismo, inovação e administração decente".
Apesar do desempenho projetado, a indústria de café ainda enfrenta desafios, incluindo financiamento insuficiente para pesquisa de café, baixo uso e acesso limitado aos insumos agrícolas pelos cafeicultores de pequena escala, serviços de extensão ineficientes, incidência de wilt disease (traqueomicose) no café robusta.
A reportagem é do www.busiweek.com, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Joint venture no setor de café de Uganda é necessária
As negociações para ter uma joint venture com empresas internacionais no mercado de café estão em andamento para agregar valor ao café de Uganda, disse o ministro de Estado para planejamento financeiro e desenvolvimento econômico do país, Fred Jachan Omach.
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