Joaquim Libânio fala sobre suporte nos preços do café

Joaquim Libânio, superintendente de comércio exterior da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé), concedeu entrevista ao programa Mercado e Companhia - Canal Rural, falando a respeito do comportamento dos preços do café no mercado interno e externo.

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Joaquim Libânio, superintendente de comércio exterior da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé), concedeu entrevista ao programa Mercado e Companhia - Canal Rural, falando a respeito do comportamento dos preços do café no mercado interno e externo.



A consultoria alemã F.O. Licht reduziu sua estimativa para a produção mundial de café. Na Colômbia, um dos principais produtores, a produção deve ser de mais 6 milhões de saca, mais do que o comparado à outras safras, quando a média atingia cerca de 12 milhões de sacas.

Com informações de que pode faltar café de qualidade, os preços subiram expressivamente nos últimos dias, principalmente nos mercados internacionais. Os estoques de cafés certificados em Nova York estão apertados e diminuem ainda mais. Além disso, não há a previsão da entrada de mais cafés lavados e colombianos que possam certificados na bolsa norte-americana.

O que as cotações têm refletido é a falta de estoques em países produtores, bem como de países importadores, e a média entre a safra que está sendo colhida e a anterior, o que mostra que pelos próximos dois anos, no mínimo, o mercado irá se deparar com reservas apertadas, principalmente do grão de qualidade. "O café tem uma perspectiva interessante, até porque o consumo continua aumentando, o café não foi alterado pela crise de 2008 e o consumo em nações produtoras também cresceu, o que é um fenômeno relativamente novo", diz o superintendente de comércio exterior da Cooxupé, Joaquim Libânio. Essas informações aliadas a mais notícias positivas gera uma situação de desconforto por parte dos torradores internacionais.

Além disso, o torrador passa a comprar aos poucos, esperando uma reviravolta do mercado. Frente a qualquer problema, os produtores podem vender seu produto, aumentar a oferta e fazer com que os preços caiam expressivamente. Paralelamente, segundo Libânio, existe também o risco de uma realização de lucros, que também favorece um recuo nas cotações.

Em contrapartida, o superintendente em comércio externo da Cooxupé afirma que os preços internos não caem com a mesma intensidade dos preços na bolsa. "Há uma resistência muito grande do produtor em vender café abaixo desse preço (R$300) porque fazendo isso ele está perdendo dinheiro", diz Libânio.

Diante desse cenário, de acordo com o representante da Cooxupé, a alta nos preços corrige uma distorção que já vinha assolando a cafeicultura há alguns anos, mudando de patamar com a possibilidade muito grande de manter esses preços.

As informações são do portal Notícias Agrícolas, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Fernando de Souza Barros jr.
FERNANDO DE SOUZA BARROS JR.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER

EM 27/07/2010

Prezados Companheiros

O interessante é que enquanto os Centrais vendem a R$500,00 a saca estamos vendendo a R$300,00. Isto é um absurdo pois sabendo que a oferta é apertada
se soubermos diluir a oferta fatalmente os preços ao produtor subiriam,no entanto o que estamos vendo é uma política predatória deixando o produtor sem o dinheiro prometido e cobrando juros altos para que ele seja forçado a vender a mercadoria inclusive colocando vencimentos nos empréstimos para Dez/2010 por exemplo! Sugerimos ao produtor pegar os documentos(recibo ede depósito e Warrant) e fazer a pre´comercialização financiando o café a R$261,00 a saca com vencimento ´so para o ano que vem!! a juros de 6,75% ao ANO. Aí meus amigos veriamos este mercado a R$400,00 para cima!! Abraço e até mais.