Os prejuízos causados pela chuva de granizo nas lavouras de café de Itamogi (MG), que caiu na tarde do dia 28/05, foram muito maiores que os primeiros levantamentos apontaram. Após percorrer as áreas atingidas – os bairros rurais de Barreiro, Perobas, Gabiroba e Capão - o engenheiro agrônomo João Pedro de Andrade Gomes, constatou que mil hectares de cafezais foram atingidos, prejudicando 40 produtores. “Acreditávamos que os estragos tinham chegado há metade dessa área, mas, infelizmente, foi o dobro do que havíamos presumido”, contou.
Os produtores já estão sendo atendidos pelos profissionais do núcleo da Cooparaiso naquela cidade, recebendo orientações técnicas de como deverão agir para minimizar tais prejuízos. “Já estamos visitando as propriedades, recomendando as pulverizações e como eles devem fazer o levantamento desse café do chão. Pudemos verificar que os prejuízos devem vir da grande quantidade de grãos de café que caíram e que, haverá dificuldade de recolhê-los, com aumento de custo para fazer isso, podendo também de ter perda de qualidade por causa do café do chão. Também os caules foram ‘machucados’ pelas pedras de gelo e daqui para frente é preciso cuidado para não ser uma porta de entrada às doenças”, explicou João Pedro.
Segundo o engenheiro agrônomo, o produtor terá que desembolsar cerca de 20% a 30% a mais no custo da colheita, justamente por causa do recolhimento do café do chão. “E não é só isso. Para a próxima safra, calculamos que, por causa do desfolhamento, a produtividade será menor, tendo uma quebra de sabra de 16 mil sacas. Se considerarmos a saca no preço de hoje – R$ 300,00 – o prejuízo futuro será de R$ 4.800 milhões. Se somarmos isso aos tratos culturais a mais que terão que fazer para recuperar o cafezal e ais ainda aqueles tratos perdido, podemos ter um prognóstico de que prejuízo futuro será de R$ 6 milhões”, calculou João Pedro.
O clima
O agrometeorologista Gustavo de Souza Rolim disse que o fenômeno climático que aconteceu semana passada em Itamogi se caracteriza principalmente porque a camada mais superior da atmosfera estava em “desarranjo, um nó”, e que uma massa de ar frio, abaixo dessa camada, subiu rapidamente.
“O ar frio, encontra esse nó e se condensa, formando as pedras de gelo”, explicou o especialista.
Segundo Glauco, a tendência deste ano é que o inverno se apresente com temperaturas um pouco mais baixas, e que há probabilidade de geadas para a região.
As informações são do Cofee Break.
Itamogi-MG busca contabilizar prejuízos com chuva de granizo
Segundo engenheiro agrônomo da Cooparaiso, o produtor terá que desembolsar cerca de 20% a 30% a mais no custo da colheita, justamente por causa do recolhimento do café do chão. "E não é só isso. Para a próxima safra, calculamos que, por causa do desfolhamento, a produtividade será menor, tendo uma quebra de sabra de 16 mil sacas.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!