Investigados representam 12% da economia cafeeira do ES, diz órgão

As empresas investigadas pela Operação Robusta, que prendeu sete empresários do ramo do café, suspeitos de fraudes no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, representavam 12% da economia cafeeira capixaba, segundo o presidente do Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV), Luiz Polese. De acordo com o Ministério Público Estadual (MP-ES), as perdas giram em torno de R$ 130 milhões, mas Polese acredita que o prejuízo pode ser ainda maior.

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As empresas investigadas pela Operação Robusta, que prendeu sete empresários do ramo do café, suspeitos de fraudes no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, representavam 12% da economia cafeeira capixaba, segundo o presidente do Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV), Luiz Polese. De acordo com o Ministério Público Estadual (MP-ES), as perdas giram em torno de R$ 130 milhões, mas Polese acredita que o prejuízo pode ser ainda maior.

A Operação Nacional contra a Corrupção foi deflagrada pelo Ministério Público, em parceria com diversos órgãos, e deve cumprir mandados de prisão, de busca e apreensão, de bloqueio de bens e de afastamento das funções públicas em pelo menos 12 estados. O desvio de verbas públicas sob investigação ultrapassa R$ 1,1 bilhão.

Segundo o MP-ES, a Operação Robusta tem o objetivo de desarticular e colher provas relativas à atuação de uma organização criminosa que age na comercialização do café nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, cujas ações, em território capixaba, levaram à sonegação de mais de R$ 100 milhões nos últimos três anos. Dez mandados de prisão foram expedidos e sete, cumpridos. Sendo, um deles, no Rio de Janeiro. Os detidos foram encaminhados para o sistema penitenciário da Grande Vitória e ouvidos pelos promotores de Justiça do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com o CCCV, o esquema prejudicava todo o mercado capixaba. "O empresário honesto paga ICMS quando vende para fora do estado. Nestes três anos, quase R$ 3 milhões de café foram movimentados em nota fiscal, o produto saiu da mão dos produtores e foi para os empresário. Em torno de 12% da produção do café foi sonegada. Nós do mercado achamos que é muito mais de R$ 100 milhões que foram sonegados. A sonegação acaba envolvendo produtores rurais, que inocentemente vendiam cafés sem notas fiscais”, disse Polese, que fez um apelo aos produtores rurais para que não vendam produtos sem notas e que não sejam usados no esquema. 

Leia também a matéria relacionada Ministério Público do ES combate fraude no comércio de café

A matéria é do G1, resumida pela Equipe CaféPoint.
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