Intervenção imediata na crise da cafeicultura é solicitada a novo ministro da Agricultura
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais - FAEMG esperam que propostas para estancar prejuízos da cafeicultura sejam aprovadas na próxima semana. As principais medidas reivindicadas são a revisão do preço mínimo do café e a ampliação do prazo das dívidas vincendas em 2013. Conselho Monetário Nacional (CMN) deve votar na próxima quinta-feira (28) proposta de aumento do preço mínimo do café
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Há meses a cafeicultura brasileira enfrenta forte perda de renda devido à conjuntura de aumento nos custos de produção e queda dos preços de mercado. As propostas apresentadas ao ministro foram levantadas e referendadas durante encontro de representantes da cafeicultura nacional, organizado pela FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais) em Varginha, no final de fevereiro.
As medidas foram analisadas pela CNA, que as considerou fundamentais para o desempenho de alguns segmentos do setor. A senadora enfatizou a necessidade de aprovação imediata pelo CMN de algumas políticas que poderão amenizar os prejuízos do setor. Ela também considera imprescindível a imediata revisão do preço mínimo do café, de R$ 261,69 para R$ 340,00, por saca de 60 quilos, para o café arábica. O argumento é que, ao alterar o valor, o Governo estará sinalizando ao mercado que fará intervenções por meio de políticas públicas, a exemplo das Opções Públicas de Venda de Café e Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor), entre outras.
O presidente das Comissões de Café da CNA e da FAEMG, Breno Mesquita, explica que preço mínimo do café não é revisado há três anos e, há muito, não atende à realidade do mercado. “A revisão é essencial para que o governo possa agir. A legislação só permite que políticas públicas e ferramentas de mercado sejam implementadas quando o preço de mercado está abaixo do preço mínimo pago ao produtor. Hoje, o custo de produção é superior a R$ 350,00 a saca, nas regiões de montanha”, diz.
Outra medida considerada imprescindível para equilibrar os prejuízos sofridos pela cafeicultura é a prorrogação do prazo de vencimento de todos os créditos em aberto, com vencimento em 2013. Se a medida for aprovada pelo CMN, o produtor não será obrigado a vender seu café neste momento de queda dos preços. Reduzirá o volume de vendas para quitação de dívidas, evitando nova desvalorização do produto.
As informações são da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais - Faemg.
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FUNDÃO - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 25/03/2013

SÃO JOSÉ DO RIO PARDO - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 25/03/2013

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 24/03/2013

CAMPO BELO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 22/03/2013

ALFENAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 22/03/2013

FRANCA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 22/03/2013

ALFENAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 22/03/2013
Ja opções publicas, uma vez que o estoque mundial não é tão confortável traria muito melhor resultado!!!

FRANCA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 21/03/2013
Proposta ainda está sendo analisada pela área econômica do governo.
<strong>
Cafeicultores querem liberação de linha de crédito do Funcafé.</strong>
Da Agência Estado
O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve votar na próxima quinta-feira (28) proposta de aumento do preço mínimo do café dos atuais R$ 261,69 para R$ 340 a saca de 60 kg de grão da variedade arábica. Segundo fontes do Ministério da Agricultura, a proposta de aumento do preço mínimo, que leva em conta estudos sobre custos de produção elaborados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ainda está sendo analisada pela área econômica do governo federal.
O CMN também deve apreciar a proposta do Ministério da Agricultura de escalonamento ao longo de 12 meses do vencimento das parcelas das dívidas dos financiamentos de estocagem contraídos com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Atualmente as parcelas vencem a cada seis meses, o que estaria provocando uma pressão de oferta e derrubando ainda mais os preços do café.
Atualmente, os financiamentos concedidos pelo governo correspondem a estocagem de 1,1 milhão de sacas de café. As estimativas de mercado indicam que o estoque remanescente da safra colhida no ano passado está entre 3 milhões a 4 milhões de sacas.
Segundo fonte consultada pela reportagem, o governo estuda medidas de intervenção no mercado, que serão anunciadas "tempestivamente", para assegurar renda ao cafeicultor, seja por meio de leilões de opções de venda ou de prêmios para equalizar preços (Pepro).
Os representantes dos cafeicultores reivindicam do governo a realização de leilões de Pepro a partir de agosto para apoiar a comercialização de 8 milhões de sacas de café e pedem que o valor do prêmio seja de R$ 60,00/saca. Eles propõem que os leilões sejam realizados quando o preço do café no mercado estiver abaixo de R$ 380/saca.
Outra reivindicação é a liberação imediata de uma linha de crédito de R$ 900 milhões do Funcafé, equivalente a cerca de 3 milhões de sacas para financiamento de estocagem. Eles pedem também o retorno do programa de estoque regulador do governo federal para estocagem de até 9 milhões de sacas em três anos, com depósito do produto em armazéns credenciados da BM&F e da Conab.
Os produtores, por meio do Conselho Nacional do Café, estão preocupados, ainda, com a perspectiva de ampliação da área destinada à cafeicultura no Brasil, por meio de recursos públicos. Segundo o CNC, a liberação de financiamentos para novos plantios, pode prejudicar o delicado equilíbrio entre oferta e demanda, "provocando consequências negativas de aviltamento ainda maior nos preços pagos aos produtores".