Indústria de café solúvel em alerta

A indústria de café solúvel brasileira perdeu a competitividade externa, viu suas exportações despencarem 20% este ano e quer ter a possibilidade de comprar grãos de outros países para recuperar o market share. Este foi o quadro apresentado pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Edivaldo Barrancos, ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em reunião com mais representantes do setor.

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A indústria de café solúvel brasileira perdeu a competitividade externa, viu suas exportações despencarem 20% este ano e quer ter a possibilidade de comprar grãos de outros países para recuperar o market share. Este foi o quadro apresentado pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Edivaldo Barrancos, ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em reunião com mais representantes do setor. ''Viemos posicionar o ministro sobre as dificuldades do Brasil no mercado mundial'', explicou Barrancos, após reuniões na sede do Ministério que demoraram mais de duas horas.

De acordo com Barrancos, a queda de 20% das vendas externas, de janeiro a outubro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2008 significa 12 mil toneladas de café solúvel e equivale a 500 mil sacas de café verde. O mercado internacional é o principal destino da produção brasileira, já que o consumo anual doméstico equivale a 1 milhão de sacas de café verde, enquanto as exportações somam aproximadamente 3,3 milhões de sacas anualmente. ''A indústria de café solúvel é preponderantemente exportadora'', resumiu o presidente da Abics.

Levantamento da Associação aponta que o café solúvel brasileiro perdeu mercado nos 120 países para onde exporta o produto. ''Isso, apesar de o consumo estar aumentando em todo o mundo'', disse ele, salientando que o crescimento verificado da demanda é o dobro do registrado no caso do café torrado e moído. A perda da competitividade deve-se, segundo Barrancos, a uma combinação de vários fatores. Um deles é a valorização do real na comparação com o dólar. Outro, é a existência de discriminação tarifária.

O presidente da Abics argumenta que, enquanto o café solúvel brasileiro é taxado em 9% nos países da União Europeia - bloco responsável por 25% do consumo mundial - outros países produtores não são taxados. ''Chegaram a argumentar que não taxariam a Colômbia e o Equador no intuito de subsidiar o combate ao narcotráfico'', informou. No Japão, também segundo Barrancos, haverá redução da tarifa de importação para o produto proveniente de países asiáticos.

A reportagem é de Célia Froufe, para Agência Estado, adaptada pela Equipe CaféPoint.
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feliciano silveiraIII
FELICIANO SILVEIRAIII

ALFENAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 26/11/2009

Olá !
Onde estão os embaixadores para negociar Barreiras tarifárias , impecilio antigo !
A importação de cafe verde é faca de dois gumes , "um cambio preferencial" ao setor , seria mais simples e mais barato . Outro ponto seria financiar os estoques adquiridos por AGF a longo prazo .