Indústria de café em ritmo de espera para ajustar preços
A indústria brasileira de café está em ritmo de espera para repensar seu planejamento de preço. A decisão de modificar a composição dos "blends" também deve ficar para depois do período de "estabilização" das cotações da matéria-prima no mercado internacional. Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic, afirma que "tendência é usar mais o arábica" se a cotação do produto continuar em queda.
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Atualmente, cerca de 40% a 45% da composição do café torrado e moído vendido nos supermercados é da variedade robusta e o restante do tipo arábica, de maior qualidade. Dez anos atrás, a participação do robusta era de apenas 15%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Algumas fontes do setor calculam, entretanto, que a fatia de robusta já passa de 60% no produto.
Algumas torrefadoras mundo afora estariam novamente aumentando a fatia do café arábica nos "blends", aproveitando-se da forte queda dos preços registrada desde o segundo semestre de 2011.
Quando as cotações do arábica atingiram patamares altos há pouco mais de dois anos, muitas indústrias aumentaram a participação do robusta no blend, explicam os especialistas.
No Brasil, o aumento do uso do robusta no café torrado e moído ocorreu gradativamente e foi aceito pelos consumidores brasileiros, de acordo com Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic. O executivo afirma que a "tendência é usar mais o arábica" se a cotação do produto continuar em queda.
A mudança de determinado padrão de produção, incluindo a mudança no blend, é mais rápida para empresas pequenas e mais demorada para as maiores, que retêm estoques mais volumosos, observa Herszkowicz. "A mudança só ocorre se o diferencial [entre os preços do arábica e do robusta] permanecer baixo. É preciso sentir que o mercado se estabeleceu em outros patamares", afirma. Mas o diretor-executivo da Abic afirma que há relatos de que algumas indústrias já começaram a usar maior quantidade de arábica diante das cotações mais baixas do produto.
A decisão de reajustar preços também só será tomada quando houver um melhor direcionamento do mercado da matéria-prima. Herszkowicz afirma que a indústria ainda não repassou toda a alta acumulada (cerca de 70%) no preço do grão verde nos últimos anos. Por isso, o momento é de "observação" do cenário para modificar ou não as decisões comerciais. "O industrial vê o médio prazo", explica.
Neste ano, a indústria não repassou custos de produção, afirma. A matéria-prima representa aproximadamente 65% do preço final do café torrado e moído.
O varejo também aguarda um melhor encaminhamento do mercado para tomar suas decisões, pondera o diretor-executivo da Abic. No varejo em São Paulo, o preço médio do quilo do café torrado e moído é de R$ 13,50.
A matéria é do Valor Online, resumida pelo CaféPoint.
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JACAREZINHO - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 24/08/2013
QUANDO O CAFÉ ARABICA ESTÁ COM PREÇO ACIMA ELES TORRAM ROBUSTA
QUANDO O CAFÉ ROBUSTA ESTÁ COM PREÇO ALTO ELES TORRAM ARABICA
ENTÃO ME DIGAM QUAL É O BLEND DELES
QUAL É O SELO DELES
A VERDADE É QUE ELES NÃO SE IMPORTAM COM QUALIDADE E SIM COM "LUCROS"
LIDERANÇAS DA CAFEICULTURA TEMOS QUE IMPLANTAR A "ROTULAÇÃO DO CAFÉ"

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 23/08/2013
O cafeicultor está à deriva, o momento é muito crítico, as operações do governo são morosas aumentando ainda mais a ansiedade do produtor. A permanecer como está, muitos estarão saindo da atividade parcial ou totalmente. Infelizmente, os que têm na cafeicultura sua atividade principal estarão seguindo na ilusão de preços melhores e colocando mais lenha, ou melhor, cafés, na fogueira desta industria cada vez mais ávida por lucros maiores.
Não se esqueçam industriais, a galinha poderá morrer, matando consigo uma parte importante de vocês...!