Indústria conta com lei seca para vender mais

De olho na lei seca, algumas torrefadoras estão apostando na criação de um novo nicho de mercado e principalmente no aumento do consumo de café do tipo gourmet. A estratégia de algumas empresas do setor é atrair freqüentadores do "happy hour" com a oferta de bebidas mais bem elaboradas.

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De olho na lei seca, algumas torrefadoras estão apostando na criação de um novo nicho de mercado e principalmente no aumento do consumo de café do tipo gourmet. A estratégia de algumas empresas do setor é atrair freqüentadores do "happy hour" com a oferta de bebidas mais bem elaboradas.

Rodrigo Branco Peres, diretor do Café do Centro, explica que o mercado vai além do consumo de grãos gourmet. "Toda bebida sem álcool como frapês, cappuccino gelado e outras bebidas entram nesse contexto. Acreditamos em um potencial de incremento de 20% ao ano no volume consumido", disse entusiasmado.

No caso de restaurantes que viram o consumo de vinhos cair substancialmente, esse novo mercado também é uma opção. A estratégia seria agregar um maior valor às bebidas, que compensariam a redução do consumo de bebidas alcoólicas. "É claro que isso envolve treinamento de pessoal, mas o retorno financeiro deverá ser garantido", disse. Ele estima que o consumo de café gourmet seja de 5% do total de 16 milhões de sacas consumidas pelo Brasil.

"As cafeterias já se consolidaram como um lugar de bate-papo. É preciso aproveitar essa janela e estimular a nova tendência", explica o colunista do CaféPoint, Celso Vegro, engenheiro agrônomo e pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA). Ele ressalta que em uma pesquisa de sua autoria, o consumo de café fora do lar cresce a uma taxa de 30% ao ano.

Para Antônio Carlos Nasraui, diretor comercial do Rei do Mate, o consumidor ainda está na fase de se reinventar e se adequar à nova lei. "Não acho que a mudança será muito grande. Mas a nova tendência existe". Ele disse que trata-se de um mercado novo, difícil de mensurar. Mas ele espera um incremento de 5% no faturamento da rede com essa nova migração de consumidores. A rede serve 400 mil xícaras de café por mês e 1,5 milhões de copos de chá-mate. As informações são da Gazeta Mercantil.
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