Indonésia evita queda dos preços do café

Os preços do café na Indonésia, que pode nesse ano perder a terceira posição no ranking entre os países produtores de café para a recuperada Colômbia, estão bem acima dos preços no mercado internacional, onde o futuro dos grãos arábica e robusta teve queda neste mês.

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Os produtores de café de um dos maiores produtores do mundo estão evitando, de alguma forma, a queda no mercado que tem provocado perdas e inquietação entre os produtores de países como Brasil e Colômbia.

Os preços do café na Indonésia, que pode nesse ano perder a terceira posição no ranking entre os países produtores de café para a recuperada Colômbia, estão bem acima dos preços no mercado internacional, onde o futuro dos grãos arábica e robusta teve queda neste mês. “Os atuais preços dos cafés robusta e arábica estão em US$ 2 por quilo e US$ 5 por quilo, respectivamente”, disse o escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Jakarta. Isso equivale a US$ 2.000 por tonelada de grãos robusta, que, para entrega em janeiro, foram comercializados a US$ 1.615 por tonelada em Londres na semana passada. Para o arábica, o preço é equivalente a mais de 220 centavos por libra – duas vezes o preço do futuro de Nova York.

A resistência do preço reflete, em parte, a colheita decepcionante, prejudicada pelo clima seco durante a floração e chuvas excessivas durante a formação de frutos, apesar do declínio poder ter sido pior se não fosse o bom resultado da forte colheita no começo do ano. De fato, o declínio na produção geral foi de 300.000 sacas a menos do que o USDA tinha previsto anteriormente.

Entretanto, os indonésios estão bebendo cada vez mais o que produzem, com a Starbucks impulsionando quase 150 cafeterias no país e mais de 100 lojas da rede Excelso. “O consumo anual doméstico continua aumentando, principalmente devido à crescente classe média da Indonésia”.

Os indonésios deverão consumir um recorde de 2,5 milhões de sacas de café em 2013-14, 30.000 sacas a mais do que a previsão oficial do USDA e quase duas vezes a demanda na virada do século. De fato, com a produção caindo ano a ano, a Indonésia é um país que deverá ver menores exportações em 2013-14, 12% a menos com relação ao ano anterior, para 7,8 milhões de sacas. Mesmo que tenha estoques no final da estação, serão de apenas 48.000 sacas, que seria o mais baixo em 50 anos.

A reportagem é do Agrimoney, adaptada pelo CafePoint.
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