Indicador do café arábica recua mais de 4% em setembro

Em setembro, as cotações do arábica no físico brasileiro recuaram consideravelmente, pressionadas principalmente pela queda nos valores externos. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto em São Paulo, teve média de R$ 273,90/saca de 60 kg em setembro, queda de 4,3% em relação à de agosto.

Publicado por: CaféPoint

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Em setembro, as cotações do arábica no físico brasileiro recuaram consideravelmente, pressionadas principalmente pela queda nos valores externos. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto em São Paulo, teve média de R$ 273,90/saca de 60 kg em setembro, queda de 4,3% em relação à de agosto.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o contrato de arábica com vencimento em dezembro fechou a 113,70 centavos de dólar por libra-peso no dia 30 de setembro, baixa de 2,2% em relação ao dia 30 de agosto. A queda internacional tem sido atrelada, sobretudo, à ampla oferta brasileira para uma temporada de bienalidade negativa e à expectativa de colheita volumosa em outros importantes países produtores, como Colômbia e Vietnã. O dólar teve média de R$ 2,266 no mês, recuo de 3,4% frente a agosto.

Com colheita finalizada, setor se atenta à abertura de floradas

Com a colheita da temporada 2013/14 encerrada, agentes voltaram suas atenções às primeiras floradas referentes à safra 2014/15, que começaram a abrir em setembro nas principais regiões produtoras de arábica. Após um longo período seco, as chuvas no final de agosto e início de setembro trouxeram certo alívio aos cafeicultores, e aberturas pontuais de floradas foram observadas em algumas regiões em meados de setembro.

Com a continuidade das chuvas, lavouras que estavam com o botão formado (“abotoadas”) foram favorecidas, e maiores aberturas de flores foram relatadas no final de setembro/início de outubro – os pés, no geral, tiveram bom período de estresse hídrico. Para outubro, são esperadas novas aberturas nas principais regiões produtoras, caso o clima seja favorável.

Até o final de setembro, a abertura de flores, ainda que pequena, foi observada nas regiões mineiras do Cerrado, Zona da Mata e Sul, nas praças paulistas da Mogiana e de Garça e no Noroeste do Paraná. No Cerrado e na Zona da Mata, agentes locais comentaram que a abertura não foi generalizada. Como as chuvas foram mal distribuídas nas regiões, a abertura foi observada naquelas áreas que contaram com bom volume de chuvas. Assim, as floradas foram boas, mas pontuais e desuniformes em ambas as regiões.

No Sul de Minas e nas praças paulistas, a abertura ocorreu em boa parte das lavouras e, de acordo com colaboradores do Cepea, foi boa. No Noroeste do Paraná, a abertura também foi boa, mas colaboradores consultados pelo Cepea comentaram que as geadas, o forte frio entre junho e agosto e um período de seca na sequência devem comprometer o desenvolvimento das flores. A expectativa na região paranaense é de uma produção inferior à da atual safra (2013/14), apesar da bienalidade positiva em 2014/15.

Apesar de as floradas observadas terem sido boas, o clima nos próximos meses será determinante para o desenvolvimento das flores e também para novas aberturas. O ideal são períodos de chuva intercalados com sol. A manutenção de bons tratos culturais, como adubação, também infere no volume de produção.

Alguns colaboradores do Cepea relataram que, por conta dos atuais baixos patamares de preços, o nível de investimentos para a próxima temporada deve ser reduzido frente às últimas safras. A média do Indicador em setembro foi a menor desde novembro de 2009. De qualquer forma, caso as condições climáticas sejam favoráveis, as boas florações devem ser suficientes para garantir uma boa temporada em termos de volume.

As informações são do Cepea, adaptadas pelo CafePoint
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