INCT Café: pesquisadora americana detalha progresso de pesquisas sobre ferrugem

Para dar continuidade à parceria entre o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT Café) e a Universidade de Delaware (UD) nos Estados Unidos, a pesquisadora e professora da instituição americana, Nicole Donofrio, visitou no último dia 17 a sede do INCT Café na Universidade Federal de Lavras (UFLA). Um dos objetivos dessa parceria é o sequenciamento do genoma do fungo Hemileia vastatrix, causador da ferrugem, uma das doenças mais importantes do cafeeiro.

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Para dar continuidade à parceria entre o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT Café) e a Universidade de Delaware (UD) nos Estados Unidos, a pesquisadora e professora da instituição americana, Nicole Donofrio, visitou no último dia 17 a sede do INCT Café na Universidade Federal de Lavras (UFLA). Um dos objetivos dessa parceria é o sequenciamento do genoma do fungo Hemileia vastatrix, causador da ferrugem, uma das doenças mais importantes do cafeeiro.

Juntamente com outros dois professores da UD, Donofrio coordena as atividades de sequenciamento e trouxe detalhes sobre o progresso do sequenciamento das raças 2 e 33 do fungo. A raça 2 é a mais encontrada no Brasil e para a qual, plantas com moderada resistência já foram melhoradas e são cultivadas pelos produtores. Entretanto, a raça 33 vem superando a resistência das cultivares em uso.

Segundo Donofrio, o sequenciamento e a comparação do genoma das duas raças possibilitará a identificação do modo como o fungo está quebrando a resistência da planta. “Os resultados obtidos são de extrema importância para o entendimento da interação entre o fungo e o cafeeiro e para o desenvolvimento de cultivares resistentes à essa nova raça”, explicou a pesquisadora.

Até o momento, uma das raças já foi sequenciada e os trabalhos de montagem do genoma, usando ferramentas de bioinformática, já foram iniciados e o seu término está estimado para dezembro de 2013.

Atualmente, dois estudantes brasileiros e bolsistas do INCT Café, por meio do programa Ciências sem Fronteiras, estão participando do projeto. A aluna de doutorado em Biotecnologia Vegetal (UFLA), Brenda Neves Porto, e Thiago Andrade Maia, pós-doutorando da Universidade Federal de Viçosa (UFV) estão desde julho no Instituto Avançado de Biotecnologia da universidade americana, o ‘Delaware Biotechnology Institute’.

A Dra. Sandra Mathioni, que obteve seu título de doutorado na universidade americana e que atualmente é pesquisadora visitante pela Fapemig no INCT Café, também participa do projeto de sequenciamento e tem mediado a colaboração entre a Universidade de Delaware e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café.

“Além do avanço do conhecimento sobre a interação entre o patógeno e a planta, essa colaboração está formando recursos humanos em tecnologias de ponta, que a médio e longo prazo contribuirão para o desenvolvimento de resistência múltipla, não somente à ferrugem, mas também a outras doenças do cafeeiro”, disse Sandra Mathioni.

O coordenador do INCT Café, Mário Lúcio Vilela de Resende, ressalta que outros patógenos deverão também ter seus genomas sequenciados, a partir da interação com a instituição americana, a exemplo das bactérias que atualmente vem causando grandes perdas em viveiros e plantações de café. “Pouco conhecemos sobre a etiologia das bacterioses no cafeeiro, e o conhecimento da biologia molecular destes patógenos muito contribuirá para a montagem de estratégias mais eficazes para o manejo destas doenças”¨, afirma o coordenador.

O INCT Café faz parte do Programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, e é financiado principalmente pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O INCT Café está sediado na Universidade Federal de Lavras (UFLA), junto ao Polo de Excelência do Café.

Participam da rede do INCT Café, pesquisadores, bolsistas de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de representantes de diversas instituições de pesquisa, como a Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Embrapa Café, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (INCAPER) e Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

As informações são do Polo de Excelência do Café, adaptadas pelo CafePoint
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