Incaper: poda do conilon aumenta a produtividade
Com o fim da colheita de café, os produtores do Espírito Santo iniciam uma nova fase da produção: a poda. Essencial para revigorar as lavouras, a técnica influencia diretamente os resultados da próxima colheita. De acordo com o Incaper, a tecnologia da "Poda Programada de Ciclo", desenvolvida em 2008, promete aumentar em 20% a produtividade e proporcionar uma redução média de 32% de mão-de-obra no período de 10 colheitas.
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De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a tecnologia da "Poda Programada de Ciclo", desenvolvida em 2008, promete aumentar em 20% a produtividade e proporcionar uma redução média de 32% de mão-de-obra no período de 10 colheitas.
Segundo o coordenador estadual da cafeicultura e pesquisador do Incaper, Romário Gava Ferrão, a poda programada "é uma tecnologia que revigora a lavoura, aumenta a produção, melhora a qualidade final, torna as plantas mais resistentes à seca e menos atacadas por pragas". Para o diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, os produtores podem ter maior retorno com o uso dessa tecnologia. "Basta aplicarem as técnicas disponibilizadas pelo Incaper", destaca.
Como funciona a Poda Programada de Ciclo do café conilon
• Após o plantio e na condução dos dois primeiros anos da lavoura é recomendada a desbrota, deixando um número de hastes ou de ramos verticais compatível com as tecnologias utilizadas, ou seja, em torno de 12 a 15 mil hastes/ha.
• Após a primeira, segunda e terceira colheitas devem ser retirados os ramos horizontais que atingiram cerca de 70% da produção e os brotos novos.
• A poda das hastes verticais deve ser iniciada somente a partir da terceira ou quarta colheita, eliminando-se de 50 a 75% das hastes menos produtivas. Nas lavouras não muito fechadas, é recomendado iniciar a poda na quarta colheita. Já nas lavouras muito fechadas a poda pode ser feita a partir da terceira colheita. Para definir o ano em que a poda será realizada é preciso considerar o vigor da lavoura, o crescimento das plantas, a entrada de luz, o material genético, o espaçamento e o nível tecnológico. Paralelamente, os ramos horizontais devem ser eliminados e a desbrota, realizada, deixando a quantidade de brotos novos para recompor a lavoura com o número de haste recomendada.
• No ano seguinte são recomendadas a eliminação do restante das hastes verticais velhas e a desbrota. Nesta fase já é possível obter uma lavoura revigorada.
• Na colheita do próximo ano, será visível a produção de uma lavoura totalmente revigorada. E, nos próximos anos, a lavoura deve ser conduzida seguindo as mesmas técnicas.
As informações são do Incaper, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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EM 28/07/2009