Incaper participa da entrega das Indicações Geográficas dos cafés do Espírito Santo

A IG engloba produtos ou serviços que têm origem determinada e qualidades vinculadas à origem, sejam elas do saber-fazer, história, cultura ou fatores naturais

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Na última terça-feira (3), o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) participou da entrega das Indicações Geográficas do Café Arábica do Caparaó e das Montanhas, além do Café Canéfora (Conilon) do Espírito Santo. O evento aconteceu no Plenário Dirceu Cardoso, na Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (Ales), em Vitória (ES).

A IG engloba produtos ou serviços, também previstos na legislação, que têm origem determinada e qualidades vinculadas à origem, sejam elas do saber-fazer, da história, cultura ou fatores naturais.

Atualmente, o estado tem oito Indicações Geográficas registradas, sendo Indicações de Procedência: as Panelas de Barro de Goiabeiras, o Mármore de Cachoeiro de Itapemirim, o Cacau em amêndoas de Linhares, o Inhame de São Bento de Urânia, o Socol de Venda Nova do Imigrante e o Café Conilon do Espírito Santo. Já as Denominações de Origem são para os Cafés Arábica das regiões das Montanhas do Espírito Santo e do Caparaó.

Figura 1

Para o diretor-presidente interino do Incaper, Abraão Carlos Verdin Filho, o uso do selo de Indicação Geográfica é um instrumento importante para assegurar os diferenciais que valorizam um produto, além de ajudar no desenvolvimento de cada uma dessas regiões.

“No cenário cafeeiro, essa conquista promove a sustentabilidade e a competitividade e traz inúmeros benefícios econômicos para os produtores. O Incaper não mede esforços para continuar a desenvolver trabalhos de melhoria da qualidade e da produtividade dos cafés especiais e esse reconhecimento vai contribuir, ainda mais, para a promoção e valorização do Espírito Santo no cenário nacional e internacional”, completou Abraão Carlos Verdin Filho.

O gerente de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) do Incaper, o extensionista Fabiano Tristão Alixandre, destaca que a Indicação Geográfica “abre portas” para os cafeicultores. “Existe a possibilidade de alcançar mercados com o melhor valor agregado para o produtor, dando mais rentabilidade a sua produção e, ao mesmo tempo, seguindo os protocolos de adequação socioambiental e de boas práticas agrícolas na propriedade, para que ele consiga inserir-se nesse contexto com um café mais sustentável e padronizado na região”, enfatizou.

O engenheiro agrônomo Rodrigo da Silva Dias, presidente da Associação dos Produtores de Cafés Especiais das Montanhas do Espírito Santo (Acemes), lembrou algumas das principais vantagens da Indicação Geográfica. “Ela promove a proteção e a promoção das marcas de cada região, com controle de origem e rastreabilidade, padroniza a produção, apresenta a segurança dos alimentos, busca mercados com maior valor agregado, dando notoriedade da região nacional e internacionalmente, entre outros fatores que, ao respeitar as boas práticas agrícolas e de sustentabilidade, fomentam o nosso turismo regional e valorizam os produtores rurais também”, pontuou.

A iniciativa do evento foi da Comissão de Agricultura, Silvicultura, Aquicultura e Pesca da Ales, que teve a intenção de reforçar a importância da Indicação Geográfica (IG) para que o Espírito Santo se torne, cada vez mais, uma forte referência em produção de cafés especiais. Na ocasião, estiveram presentes entidades públicas e privadas do setor cafeeiro capixaba, instituições bancárias, cooperativas agrícolas e produtores rurais.

“Para mim, a conquista da Identificação Geográfica nessas regiões agrega valor ao nosso café, além de mostrar que o nosso Estado produz café de qualidade. Isso nos coloca em vantagem no cenário nacional e internacional, pois nossos produtores têm investido cada vez mais na qualidade do nosso produto”, disse a presidente da Comissão, a deputada estadual Janete de Sá.

As informações são da Assessoria de Comunicação do Incaper.

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Equipe CaféPoint

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