Importância da certificação para pequenos agricultores

Um sistema de certificação de café para pequenos produtores que está sendo inserido em alguns municípios do país foi tema do programa Globo Rural no último domingo. Em Serra Negra/SP, o repórter Nelson Araújo conheceu a família Olivotto, uma pequena produtora de café participante do projeto de certificação, iniciativa que tem como objetivo principal facilitar o acesso do pequeno agricultor a um selo que reconhece boas práticas em sua propriedade.

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Um sistema de certificação de café para pequenos produtores está sendo inserido em alguns municípios do país. O tema foi abordado no programa "Globo Rural" do último domingo, dia 05/07. Em Serra Negra, em São Paulo, o repórter Nelson Araújo conheceu a família Olivotto, uma pequena produtora de café participante do projeto de certificação, iniciativa que tem como objetivo principal facilitar o acesso do pequeno agricultor a um selo de certificação, reconhecendo que ela adota boas práticas em sua propriedade.

A certificação é uma forma de garantir para o consumidor a qualidade do produto adquirido. E no caso deste selo, essa garantia inclui também mais duas vertentes: a da agricultura sustentável e a do respeito aos direitos trabalhistas.

Assim como em Serra Negra, Manhuaçu, em Minas Gerais, e Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo, também há pequenos produtores participando do projeto. A matéria mostrou todo o processo de adaptação dos Olivotto para garantir o selo de boas práticas, como a mudança do tipo de colheita, a reavaliação do local para a plantação, as condições de trabalho dos funcionários, entre outras coisas.

Os benefícios da certificação para o proprietário do cafezal, Décio Olivotto, tornam-se reais ao final da reportagem, quando ele conta que passou a vender a saca de café por um valor de 5 a 10% acima da média do mercado após ter conseguido o selo.

Assista a íntegra da reportagem, em duas etapas:





A reportagem é do Globo Rural, com apresentação da CNA.
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joão césar otoni de matos
JOÃO CÉSAR OTONI DE MATOS

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 12/07/2009

Sinceramente, não vi vantagem, a não ser para aquele tipo de produtor mostrado na reportagem (colheita pela própria família e meeiro), que pode colher em várias etapas, tirando apenas os frutos maduros da planta, para ao final obter um diferencial de, no máximo, 20 reais por saca.

No meu caso, por exemplo, com contratação de mão de obra assalariada, só compensa implantar esse processo se for para vender a saca a uns 400 reais, no minimo. Vou procurar certificar minha propriedade, pois esse é o futuro, mas, por enquanto, representa apenas um gasto a mais para o produtor.

Aliás, temo que o futuro seja reservado apenas aos agricultores familiares (necessariamente subsidiados) e às grandes empresas. Os médios terão que sair do ramo, a não ser que o café mude o patamar de preço.


<b>Prezado sr. João César Otoni de Matos, </b>

Recomendamos ler o artigo "http://www.cafepoint.com.br/sera-o-fim-do-medio-produtor-rural-nos-paises-naodesenvolvidos_noticia_54873_26_64_.aspx";, que trata exatamente do tema que o sr. colocou em discussão.

Atenciosamente,

Equipe CaféPoint
Willem Guilherme de Araújo
WILLEM GUILHERME DE ARAÚJO

GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 09/07/2009

Aqui em MG, há cerca de 3 anos, o Governo do Estado através da SEAPA já desenvolve o trabalho de certificação de propriedades cafeeiras, tendo como executores a EMATER-MG e o IMA e como organismo certificador o IMO Control. Já são 383 propriedades certificadas e meta é atingir 1500 em todo o estado.

A certificação apresenta um custo insignificante para o cafeicultor, que ainda conta com técnicos especificos para lhe dar assistência, além dos técnicos dos escritórios locais da empresa, em número de 800 no estado de MG. Por ser um programa público, seu alcance social e sua originalidade lhe tornam uma experiência única no Brasil e no mundo.