Importação de café está no auge na indústria colombiana

Vinte firmas concentram 96% das importações de café que a Colômbia está tendo que fazer, mesmo sendo o maior produtor mundial de café suave, devido à queda de sua colheita que vem ocorrendo há três anos.

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Vinte firmas concentram 96% das importações de café que a Colômbia está tendo que fazer, mesmo sendo o maior produtor mundial de café suave, devido à queda de sua colheita que vem ocorrendo há três anos. Entre os maiores importadores estão Nestlé e a Indústria Colombiana de Café (donos das marcas Nescafé e Colcafé, respectivamente), que são os únicos do grupo que aparecem como fabricantes nos registros do Instituto Nacional de Vigilância de Medicamentos e Alimentos (Invima).

O resto, estimam especialistas consultados, supre a demanda das trilhadoras e essas, por sua vez, das torrefadoras. Assim, os operadores de comércio exterior não trabalham para uma marca em particular.

Segundo informação processada pelo Centro Virtual de Negócios, em primeiro lugar de importações está a Sur Café Ltda., que entre janeiro e agosto importou US$ 13,3 milhões. Em quinto lugar está a Indústria Colombiana de Café, com US$ 6,4 milhões e, em oitavo, a Nestlé, com US$ 5,6 milhões.

"Esse comércio, em sua maioria vindo do Equador, é feito com "terceiras", ou seja, cafés de terceira qualidade, brocado e partido, e portanto, é mais barato", disse o diretor do Comitê de Cafeicultores de Nariño, Hernando Delgado. Em Ipialres (Nariño), estão localizadas seis das dez principais firmas importadoras, enquanto também se importa grãos da América Central.

Hoje, o país produz 8,5 milhões de sacas por ano, mas entre o que os colombianos tomam e o que se exporta, necessita-se de muito mais. Por isso, está sendo necessário importar cerca de 800.000 sacas por ano. As importações começaram a ganhar força em 2009, quando se evidenciou uma queda na produção colombiana que nesse ano, pela terceira vez consecutiva, será menor do que a esperada.

Segundo alguns dados, as importações desse ano superariam as reportadas nos anos anteriores, pois no fechamento do terceiro trimestre foram de 650.000 sacas de 60 quilos. Em valor, o pagamento poderá ser o dobro do ano passado, de US$ 120 milhões, devido aos bons preços desse ano.

Quanto ao consumo interno da Colômbia, segundo a Organização Internacional de Café (OIC), está em 1,4 milhão de sacas. O gerente de mercado da Federação Nacional de Cafeicultores, Andrés Valencia, disse que essas importações não prejudicam o consumo.

Em supermercados e lojas especializadas, pode-se conseguir café 100% colombiano e certificado em origem pela Federação de Cafeicultores. O consumidor pode identificar esse produto pelo selo triangular com a imagem do Juan Valdez. Abaixo, estão as palavras "Café da Colômbia". O preço é diferente, já que o café suave colombiano é mais caro.

A Federação certifica isso em suas lojas Juan Valdez e nos produtos que se encontram nas gôndolas dos supermercados, enquanto que também avalia o produto de outras companhias torrefadoras que certificam o produto que vendem.

A reportagem é do ElTiempo.com., traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.