Illycaffè montará uma subsidiária no Brasil

A torrefadora italiana illycaffè vai montar uma subsidiária no Brasil, a partir de junho deste ano. "Decidimos abrir nossa própria estrutura porque o País é promissor, graças ao desenvolvimento da economia", informa o presidente da empresa, Andrea Illy. Segundo ele, a torrefadora tem por conduta instalar filiais apenas em casos raros, em mercados estratégicos. "O Brasil é importante porque é o maior produtor e exportador de café e, em breve, será o maior consumidor de café do mundo", superando os Estados Unidos, esclarece.

Publicado por: CaféPoint

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A torrefadora italiana illycaffè vai montar uma subsidiária no Brasil, a partir de junho deste ano. "Decidimos abrir nossa própria estrutura porque o País é promissor, graças ao desenvolvimento da economia", informa o presidente da empresa, Andrea Illy. Segundo ele, a torrefadora tem por conduta instalar filiais apenas em casos raros, em mercados estratégicos. "O Brasil é importante porque é o maior produtor e exportador de café e, em breve, será o maior consumidor de café do mundo", superando os Estados Unidos, esclarece. A illycaffè tem subsidiárias em Nova York e pequenas estruturas espalhadas por diversos países da Europa.

A expectativa é de que as vendas dos produtos da illycaffè possam dobrar na América Latina, no médio prazo. Atualmente, o continente corresponde a 3% das vendas totais da empresa no mundo. O presidente da companhia acrescenta que a illycaffè Sud America, como será chamada a filial, terá uma rede de vendas própria, localizada na cidade de São Paulo. O foco será a distribuição por meio de hotéis, restaurantes e cafeterias, além do consumo em residências e escritórios e o comércio eletrônico.

Andre Illy informa que a subsidiária vai possibilitar, ainda, "a importação de produtos de outras companhias do grupo familiar", como chocolates de alta qualidade da Domori; chás da casa francesa Dammann Frères e os vinhos da vinícola Mastrojanni.

O diretor da filial será o italiano Federico di Franco, que vive no Brasil. A irmã de Andrea, Anna Illy, também está fixando residência no País, para dar suporte ao empreendimento.

Quanto à instalação de novas cafeterias da marca Espressamente illy no Brasil (atualmente só existe uma loja em experiência no shopping Cidade Jardim), Andrea Illy diz que, com a nova estrutura, "pode ser que seja encontrado um grupo de empreendedores com capacidade de investimento, em projeto de franquia." Por enquanto, a fase ainda é de testes, com avaliação de reação do consumidor, margens, custos, entre outras variáveis.

Curso: mercado, qualidade e sustentabilidade na cafeicultura

A Universidade do Café Brasil (UDC) está promovendo nos dias 4 e 5 de março, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo - FEA/USP, seu já tradicional curso: Mercado, qualidade e sustentabilidade na cafeicultura. Natália Fernandes, analista de mercado do CaféPoint esteve presente no evento ontem (04) para trazer aos leitores do portal o que está sendo apresentado.

No primeiro dia do evento foi deixado bem claro pelos palestrantes (Nelson Carvalhaes - Porto de Santo/illy e Dr. Aldir Alves Teixeira - Assicafé) que a illycaffè se preocupa com toda a cadeia, desde o produtor até o consumidor. A torrefadora compra cafés brasileiros e de outros países diretamente de produtores e vende para mais de 140 países.

A illycaffè valoriza cafés de qualidade, o que vem sendo percebido pelos produtores, fazendo com que se dediquem mais aos cuidados no campo e pós-colheita, elevando assim a qualidade de seus cafés, ficando dentro dos padrões illy. Essa maior dedicação dos produtores foi percebida pelos resultados da safra 2009/10. Nessa época, de todas as amostras analisadas pela illy, houve um aumento no número de amostras aprovadas, diante dos valores de safras anteriores, e uma significativa redução no número de mostras reprovadas.

Dr. Aldir Alves Teixeira fez algumas recomendações aos produtores para que consigam obter realmente grãos de qualidade:

- ter maior atenção na colheita, evitando grãos verdes e verdoengos;
- estudar o custo-benefício de se fazer mais de uma colheita, selecionando melhor os grãos;
- secar lotes homogêneos e com períodos de descanso. Respeitar a umidade final de 11%;
- verificar se a tulha não tem umidade, se está escura e se a temperatura está com 22 graus Celsius;
- fazer re-benefício de cada peneira separadamente, na densimétrica;
- ser sustentável economicamente, socialmente e ambientalmente;
- estudar uso de tecnologias para plantios com arborização e sistemas mais eficientes na utilização das águas.

O CaféPoint participará do segundo e último evento, trazendo em breve mais informações e conhecimento.

As informações são de Natália Fernandes, do CaféPoint, e Tomas Okuda da Agência Estado, adaptadas pela equipe CaféPoint.
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