illycaffè demanda café da Índia apesar da crise

A crise econômica global pode ter reduzido o consumo de bebidas fora de casa em 20% em países desenvolvidos, mas a empresa líder na produção de café expresso, a illycaffè, disse que isso terá um impacto pequeno nas vendas e está buscando grãos de países produtores como a Índia. Todos os dias, cerca de seis milhões de xícaras de café expresso da illy são consumidas em 50 mil restaurantes e cafeterias em 140 países.

Publicado por: CaféPoint

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A companhia italiana é a maior compradora de grãos gourmet de café arábica da Índia. A diretora da empresa, Anna Illy, disse que a atual crise econômica não terá um grande impacto em produtos premium como o expresso illy. "No máximo, poderá haver uma queda na taxa de crescimento", disse ela.

O diretor do departamento de café verde da illycaffè, Alessio Colussi, disse que no ano passado, a empresa comprou 27 mil sacas de 60 quilos de café da Índia. "Os grãos de café da Índia continuarão sendo um importante ingrediente em nosso blend de expresso. Nossas taxas de aprovação dos grãos indianos eram de 20% a 30% quando começamos a comprar o café da Índia há uns 10 anos. Hoje, essa taxa aumentou para 70%".

Essa promessa da illycaffè deverá animar os cafeicultores indianos em um momento em que os preços de todas as commodities estão caindo a uma extensão onde as torrefadoras estrangeiras adiaram os contratos com a nova safra de arábica do país, que deve começar a atingir o mercado a partir da segunda metade de novembro e atingir seu pico em fevereiro.

O presidente da Associação de Exportadores de Café da Índia, Ramesh Rajah, disse que as torrefadoras européias que são responsáveis pela compra de grandes volumes de café arábica indiano, normalmente começam a fechar contratos pela nova safra a partir da primeira semana de outubro. Neste ano, como resultado da contínua queda nos preços futuros do arábica em Nova York desde o meio de setembro, as torrefadoras estão somente investigando. "Esperamos que os contratos pela nova safra comecem em novembro", disse Rajah.

Com base nas amostras que recebe e aprova, a illycaffè normalmente começa a fechar contratos com os cafeicultores na segunda metade de janeiro ou na primeira metade de fevereiro. Apesar da atual queda e da volatilidade dos futuros do arábica em Nova York, Colussi disse que espera que o impacto de fatores externos diminua e antecipe a tendência de alta baseada nos fundamentos como oferta e demanda globais e disponibilidade de estoques. A reportagem é do The Economic Times.
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