ICE tem resistência a 120 cents e suporte a 115 cents

O vice-presidente da Newedge Group, Rodrigo Costa, diz que "estamos construtivos para o médio e longo prazos. Mas é difícil imaginar que os preços do café venham a trabalhar muito acima de 140 cents e 150 cents este ano". Segundo ele, isso é resultado de uma série de fatores, como os diferenciais do Brasil, que não devem se fortalecer e a situação do crédito, que ainda está retraído.

Publicado por: CaféPoint

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Os contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) tiveram movimento de realização de lucro, mas continuam com perspectiva positiva. O mercado, no entanto, deve mostrar força para buscar 120 cents. Caso contrário, o suporte a 115 cents pode ser testado.

O vencimento para maio/09 recuou nesta terça-feira cerca de 0,6% (menos 75 pontos), a 116,75 cents. A máxima chegou a marcar 117,90 cents (mais 40 pontos). A mínima foi de 116,25 cents (menos 125 pontos). Origens estiveram ausentes, e o volume de negócios foi fraco.

O vice-presidente da Newedge Group, Rodrigo Costa, diz que "estamos construtivos para o médio e longo prazos. Mas é difícil imaginar que os preços do café venham a trabalhar muito acima de 140 cents e 150 cents este ano". Segundo ele, isso é resultado de uma série de fatores, como os diferenciais do Brasil, que não devem se fortalecer e a situação do crédito, que ainda está retraído.

Além disso, o estoque certificado ainda é considerável: na BM&F, o nível é recorde. Em Nova York, está pouco acima de 4 milhões de sacas e, em Londres, o volume é de cerca de 3,3 milhões de sacas.

No curtíssimo prazo, os produtores sem crédito vão encontrar dificuldades, se o mercado não se mover rapidamente acima dos 120 cents. Conforme Costa, o dólar pode ter encontrado o fundo, por enquanto. O próximo teste será o período de balanço das companhias, com apresentação dos resultados no primeiro trimestre deste ano.

Costa pondera que os produtores de arábica não estão em boa situação. Descapitalizados, os produtores não têm condições de realizar os tratos adequados às lavouras. Mas os reflexos desse problema só devem ser sentidos daqui uns dois anos.

Ele observa, no entanto, que esse quadro não considera a hipótese de os fundos decidirem comprar o mercado, como fizeram no ano passado. Mais: não está prevista a possibilidade de geada ou outro problema climático, que poderia levar os preços para níveis muito mais altos.

Costa comenta que os fundos de investimento estão provavelmente comprados em cerca de 7 mil lotes e, certamente, poderiam acrescentar mais compras, mas o mercado tem de provar que ainda tem força para subir mais.

Depois de marcar o fundo do poço em de 12 março (mínima de 104,45 cents), os contratos avançaram 12,30 cents. Agora, porém, mostram forte resistência para tentar alcançar 120 cents. Tecnicamente, enquanto os preços estiverem se consolidando acima de 115 cents, o mercado pode voltar a tentar os 120 cents no curto prazo. Mas se o suporte a 115 cents for rompido, os contratos podem voltar aos 113,50 cents e 110,65 cents, "onde acreditamos seja nível para oportunidade de compra", informa.

Os contratos futuros de robusta na Bolsa de Londres (Liffe) também encontram dificuldades para alcançar 1.600 dólares/t. Maio/09 encerrou em baixa de 6 dólares (-0,38%), a 1.576 dólares. Abaixo 1.550 dólares o mercado deve encontrar ordens de venda.

Mercado físico está quieto

O mercado físico de café esteve bem calmo até agora. "Não houve muito interesse", diz um corretor de Santos (SP). A queda dos contratos futuros de arábica na Bolsa de Nova York e o dólar enfraquecido não contribuíram para movimentar o mercado, diz a fonte.

A moeda norte-americana recuou 0,13%, a R$ 2,2420. Os preços do café mantiveram-se praticamente estáveis em relação ao dia anterior. Café tipo 6, bebida dura para melhor, com 15% de catação, está cotado entre R$ 260/R$ 265 a saca de 60 kg. Café tipo 6, bebida dura para melhor, fino, com 10% de catação, vale R$ 270 a saca.

Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) informam que os produtores do Espírito Santo e Rondônia começam a colher os grãos mais precoces. A disponibilidade do produto para comercialização, no entanto, ainda é pouco representativa.

Levantamento preliminar do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostra que os embarques de grãos verdes em março, até ontem, alcançavam 1.454.880 sacas, em queda de 23,8%, em relação ao observado no mesmo período do mês anterior. Em fevereiro passado foram embarcadas 2.528.764 sacas. Os contratos futuros de arábica na BM&F tiveram fechamento misto. Maio/09 encerrou em baixa de US$ 0,10, a US$ 128,10 a saca. Setembro/09 recuou US$ 0,30, a US$ 136,70 a saca nesta terça-feira.

As informações são da Agência Estado.
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Geraldo Augusto Ferreira
GERALDO AUGUSTO FERREIRA

PEDREGULHO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 26/03/2009

Por mais que as informações sejam divulgadas, nós produtores devemos procurar sempre pelas mais confiaveis e ficar atentos ao mercado.Na minha opinião, se o produtor ainda não consegui realizar volumes expressivos de venda por preços satisfatorios como em anos anteriores, nas modalidades de CPRs, vendas futuras etc... , cabe agora ja que estamos no final do mes de março com a colheita batendo as portas e o governo anunciando algumas medidas de apoio à cafeicultura, tais como: Contratos de Opção, talvez (Pepro), algumas prorrogações, liberação de recursos oriundos do Funcafé a aproximação do inverno etc... . Agora é colher esse café para ver no que vai dar, pior que isso não é possivel, o mercado terá que reagir , o momento agora é de muita calma para não fazer errado.