ICE respeita suporte a 113 cents, cotações reagem

Os contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), base maio/09, encerram o mês de março com esperança de sustentar alguma valorização no período. O mercado, no entanto, ainda guarda relação com o desempenho do dólar, o que impede análise com base apenas em fatores fundamentais e técnicos.

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Os contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), base maio/09, encerram o mês de março com esperança de sustentar alguma valorização no período. O mercado, no entanto, ainda guarda relação com o desempenho do dólar, o que impede análise com base apenas em fatores fundamentais e técnicos.

Nesta segunda-feira o dólar se fortaleceu, pressionando o café. A moeda norte-americana tem sido refúgio para investidores, diante do cenário de incertezas. Os mercados cederam, empurrando as commodities, entre outros motivos, por causa dos problemas das montadoras norte-americanas, que tiveram seus planos de reestruturação rejeitados pela Casa Branca no fim de semana.

O vice-presidente da Newedge Group, Rodrigo Costa, comenta que a forte queda dos preços do café ficou dentro do esperado, considerando a firmeza do dólar. Segundo ele, será preciso um pouco mais de paciência para que a análise do mercado se volte apenas para fundamentos e fatores técnicos. "Existe uma percepção de que muitos capítulos ainda precisarão ser escritos antes do fim da crise", afirma.

Diante da deterioração do ambiente macroeconômico, o contrato de café para maio/09 recuou 2,46% (menos 285 pontos), a 113 cents na segunda, 30. O mercado operou no terreno negativo ao longo de toda a sessão. Costa observa que, tecnicamente, o mercado de café está com sinais negativos. "Os contratos devem respeitar o suporte a 113 cents. Caso contrário, o próximo nível a ser testado será 110 cents", disse. Nesta terça-feira, 31, porém, o contrato para maio/09 voltou a 115,75 cents/lb, diante de novo enfraquecimento do dólar.

Mercado Físico

O mercado físico de café abriu a semana com baixo volume de negócios. Segundo um corretor de Santos (SP), o mercado anda devagar, com pouco interesse. A forte queda dos contratos futuros na Bolsa de Nova York ajudou a afastar vendedores.

Na praça de Santos, as vendas são fracas, mas há comentários de negócios no sul de Minas. A cooperativa de Três Pontas teria vendido café tipo 6, bebida dura para melhor, com 12% de catação, a R$ 270 a saca de 60 kg, praticamente mesmo valor de sexta-feira passada.

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) informam que, apesar da desvalorização dos futuros, a firmeza do dólar ante o real limitou perdas significativas no mercado físico. O indicador de preço Cepea/Esalq para o arábica, tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, ficou em R$ 267,69 a saca, representando alta de 0,71% ante o dia anterior.

As informações são de Tomas Okuda, da Agência Estado, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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