ICE Futures pode seguir pressionada

Os contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) carecem de um movimento de realização de lucro, mas o ambiente macroeconômico ainda guarda forte relação com as commodities, interferindo nos preços. No pregão desta quarta, o mercado de moedas, com valorização do euro em relação ao dólar, impediu significativa perda no café.

Publicado por: CaféPoint

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Os contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) carecem de um movimento de realização de lucro. Mas o ambiente macroeconômico ainda guarda forte relação com as commodities, interferindo nos preços. No pregão desta quarta, o mercado de moedas, com valorização do euro em relação ao dólar, impediu significativa perda no café.

O vencimento para maio/09 teve leve recuo cerca de 0,04% (menos 5 pontos), a 116,70 cents. A máxima marcou 117,20 cents (mais 45 pontos). A mínima foi de 115,30 cents (menos 145 pontos).

O operador Theo Amaral, da SLW Corretora, informa que o mercado de café na manhã de ontem operava em queda, sinalizando realização. O dólar fortalecido pressionava os preços. No entanto, a moeda norte-americana perdeu força com as declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, que disse considerar uma nova moeda de reserva global. Em seguida, porém, Geithner amenizou a informação, dizendo que os EUA vão agir para manter o dólar como principal moeda de reserva.

O euro ganhou força e o movimento de realização no café ficou para trás. O mercado acabou encerrando praticamente inalterado. Conforme Amaral, graficamente os contratos de café estão positivos, apesar da necessidade de realização. Segundo ele, os preços têm potencial para subir mais, desde que o ambiente macroeconômico mantenha-se positivo, reduzindo a aversão ao risco. A resistência é de 120 cents, base maio/09. O suporte é de 115 cents.

O operador observa que o mercado de café está próximo de encontrar seu próprio caminho, fazendo prevalecer os fundamentos. Apesar da recessão, o consumidor norte-americano não está deixando de beber café, embora esteja preferindo consumir a bebida em casa, segundo uma pesquisa anual da indústria de café daquele país.

Os diferenciais entre Nova York e Centrais e Colômbia estão em níveis recordes, sinalizado aperto na oferta do produto lavado. Já os diferenciais entre os cafés dos centrais/Colômbia e o Brasil seguem estreitos.

Mercado físico fraco

O mercado físico de café teve mais um dia de pouquíssimos negócios ontem. O comprador tinha ofertas cerca de 5 reais mais baixas em relação ao dia anterior, afastando o vendedor, informa um corretor de Santos (SP).

O desempenho dos preços futuros na Bolsa de Nova York, que caíram leve, induziu o exportador a reduzir a base de preço. O dólar segue pressionado, embora tenha subido ontem 0,27%, a R$ 2,2480.

O comentário na praça de Santos é que café de São Sebastião do Paraíso, no sul de Minas, teria sido negociado por Varginha, a R$ 260 a saca de 60 kg, com 21% de catação. O indicador de preço Cepea/Esalq para o café arábica, tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, ficou em R$ 266,49 a saca, estável em comparação com o dia anterior.

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) informam que alguns lotes de robusta já estão prontos para comercialização na Bahia. Os cafés estão com cerca de 500 defeitos, com destino ao mercado interno, provavelmente. A colheita de robusta em Rondônia e Espírito Santo também já começou. No entanto, a expectativa é de que volumes significativos só devem ser ofertados para comercialização a partir da segunda quinzena de abril.

Os contratos futuros de arábica na BM&F encerraram em baixa. Maio/09 caiu US$ 0,40, a US$ 127,70 a saca. Setembro/09 recuou US$ 0,20, a US$ 136,50 a saca.

As informações são da Agência Estado.
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