A leve queda na safra do grão pode ser creditada ao Estado de Minas Gerais, maior produtor nacional, onde problemas observados em meses anteriores causaram prejuízos à lavoura cafeeira. A maturação irregular está afetando o rendimento no beneficiamento, com grande incidência de grãos verdes e mal formados, informa o IBGE.
A área total ocupada com a cultura de café totaliza agora, 2.360.099 ha. A área destinada à colheita é de 2.143.389 ha. A área total ocupada com a cultura no País decresceu 0,2%, constatação verificada nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O rendimento médio esperado é 1.279 kg/ha, 12,2% maior que o obtido em 2009, bem característico para um ano de
"safra cheia".

A produção nacional da safra 2009 foi de 40,5 milhões de sacas. O percentual de acréscimo da produção nacional em relação a 2009 é de 12,7%.
O acréscimo previsto na produção, em relação à safra colhida em 2009 (+12,7%), é consequência, principalmente, da particularidade que apresenta o café arábica, espécie predominante no País (70%), de alternar anos de altas e baixas produtividades. O café conilon, por ser mais rústico e cultivado em regiões baixas e quentes, cada vez mais é plantado sob irrigação, o que faz com que esta característica, já quase ausente na espécie, passe, quase sempre, despercebida.
As condições meteorológicas observadas em 2009 se manifestaram sob forma de chuvas constantes durante quase todo o ano, inclusive no inverno, causando, na primavera, um número incomum de floradas, principalmente em Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Este fenômeno, aliado a um período de altas temperaturas na Zona da Mata de Minas Gerais no início de 2010, terão suas consequências permanentemente avaliadas nos próximos levantamentos e embora já se tenha a certeza que os danos foram menores no sul de Minas Gerais do que se afirmava em meses anteriores, há prejuízos já constatados no beneficiamento, devidos ao alto percentual de grãos verdes e mal formados, com maior incidência nas lavouras mineiras.
Pesa negativamente a longa estiagem no sul do Espírito Santo, verificada no início do ano, justamente na época de enchimento dos grãos. Ressalta-se que cerca de 30% de toda a produção cafeeira do Estado é de café arábica, que foi o mais prejudicado pelos baixíssimos índices pluviométricos, embora o conilon também tenha sofrido com adversidades climáticas.

As informações são do Levantamento Sistemática da Produção Agrícola - IBGE, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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