Em fase final de colheita, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elevou em 1,5% a projeção para a produção nacional de café na safra 2017/2018, devendo alcançar 2,8 milhões de toneladas ou 47,2 milhões de sacas de 60 kg. O resultado é consequência das melhores perspectivas para São Paulo e Espírito Santo.
Foto: Aislan Henrique da Silva/ Café Editora
Para o café arábica, a estimativa da safra alcançou 2,2 milhões de toneladas (37,2 milhões de sacas de 60 kg), alta de 1,5% em relação ao mês de junho, mas queda de 13,4% ao registrado na safra 2016/2017, de bienalidade positiva. São Paulo teve a estimativa de produção atualizada para 265,9 mil toneladas, 14,9% a mais que o previsto no mês passado.
“A produção de arábica foi muito forte no ano passado, então a base de comparação é alta. Para um ano de baixa, essa é uma safra muito boa”, avaliou o gerente na Coordenação de Agropecuária do IBGE, Carlos Antonio Barradas.
Já o café conilon alcançou a estimativa de 599,4 mil toneladas (9,98 milhões de sacas), elevação de 1,6% em relação a junho. O Espírito Santo teve a produção revisada em 2,9%, em decorrência do aumento, também de 2,9%, no rendimento médio. Assim, a produção da espécie deverá crescer 28,3% ante o ano passado, quando as plantações sofreram pela seca.
O aumento na estimativa mensal do IBGE ocorre no momento em que operadores do mercado estão reportando entregas abaixo do esperado de grãos de alta qualidade, apontando fatores como clima adverso, a infestação por broca e vendas mais lentas de produtores.
