Apesar de o problema da ferrugem do café continuar preocupando os cafeicultores hondurenhos, esses estão otimistas, pois a colheita de 2013-14, que finalizará em março, fechará com uma produção de 4,6 milhões de sacas de 60 quilos, superando em 259.980,5 sacas a colheita passada, segundo projeções do Instituto Hondurenho de Café (Ihcafé).
No ano passado, apesar do impacto da ferrugem nos cafezais e da diminuição nos preços internacionais, a produção de café registrou uma menor desaceleração em comparação com 2012. No entanto, para 2014, espera-se uma recuperação relativa.
Até 30 de janeiro, o Ihcafé reportou 704.374,66 sacas exportadas, enquanto que o restante da colheita ainda está em processo de corte. O continente europeu é um dos principais consumidores do café de Honduras. Durante a safra de 2012-13, a Europa importou 3,06 milhões de sacas, equivalentes a 72% do grão produzido no país.
O presidente da Ihcafé, Asterio Reyes, explicou que ao passar a colheita, começarão a fornecer capacitações e insumos para os cuidados das plantas e evitar que a ferrugem destrua as fazendas. “Na colheita passada, a praga nos pegou de surpresa, mas agora, fizemos investimentos para combatê-la desde antes. Destinamos mais de US$ 4,9 milhões em funcionários, carros e insumos para ajudar os produtores a salvar seus cultivos e, para esta, teremos de US$ 1,5 a US$ 1,9 milhão para prevenção”, disse Reyes.
Apesar de a produção aumentar em outras partes do país, em Santa Rosa de Copán se reduz entre 40% e 50% na maioria das fazendas, de acordo com os produtores locais, pois, todavia, sofrem os efeitos da ferrugem. Os cafeicultores terão que se esforçar para manter saudáveis as plantas, pois o fungo já está instalado nas folhas dos novos cultivos, ainda que não se tenha desenvolvido.
“Nossa fazenda está produzindo somente com 50% de sua capacidade, já que 25% das plantas são novas; tivemos que cortar as velhas pelos danos da ferrugem. Porém dessa vez, as defenderemos usando um produto muito caro, para evitar que essa praga destrua os cultivos”, disse o dono da fazenda Água Salada, Carlos Medina.
O administrador da fazenda Montecristo, Armando García, disse que até os grandes produtores sentiram os efeitos da ferrugem, pois somente estão produzindo a 60% de capacidade.
Outro fator que está afetando é o reduzido preço do café, com o preço do quintal (saca de 46 quilos) passando de US$ 295 a US$ 147,45. “Os preços estão muito baixos, as pessoas estão retendo o produto, esperando um aumento, mas se não ocorrer, terão que vendê-lo barato”.
O cafeicultor Héctor Urquía, que produz café há 60 anos em Santa Rosa de Copán, disse que as novas plantas foram cultivadas há três anos e as que foram cortadas desde o tronco no ano passado, para dar lugar a novas, já estão carregadas de fruto, de forma que se espera que a colheita de 2014-15 tenha uma recuperação. “No entanto, a melhor temporada será de 2015-16”.
Autoridades do Ihcafé não descartaram que o valor de exportação poderia mostrar baixas, devido ao contrabando do grão. “Foi reportado que há fugas grandes de café para a Nicarágua e Guatemala. Por isso, ainda que produzamos as 4,6 milhões de sacas, a comercialização baixará. Estimamos que poderão ser perdidas de 530 a 760 milhões de sacas”, disse Reyes.
A reportagem é do http://www.laprensa.hn, adaptada pelo CafePoint
Honduras: Colheita de café se recuperará em mais de 250 mil sacas
Apesar de o problema da ferrugem do café continuar preocupando os cafeicultores hondurenhos, esses estão otimistas, pois a colheita de 2013-14, que finalizará em março, fechará com uma produção de 4,6 milhões de sacas de 60 quilos, superando em 259.980,5 sacas a colheita passada, segundo projeções do Instituto Hondurenho de Café (Ihcafé).
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