Guilherme Braga: vejo o mercado com muito otimismo

Guilherme Braga, Diretor Geral do Cecafé, esteve presente no Seminário Internacional de Café de Santos, no mês de maio, participando do painel sobre produção brasileira da safra 2010/11. Braga concedeu entrevista ao CaféPoint e falou sobre a atual situação dos cafeicultores, a renda na atividade e a entrega de cafés brasileiros na Bolsa de Nova York. Acesse e confira.

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Guilherme Braga, Diretor Geral do Cecafé, esteve presente no Seminário Internacional de Café de Santos, no mês de maio, participando do painel sobre produção brasileira da safra 2010/11. Braga concedeu entrevista ao CaféPoint e falou sobre a atual situação dos cafeicultores, a renda na atividade e a entrega de cafés brasileiros na Bolsa de Nova York.

Assista abaixo a entrevista na íntegra.



Confira os destaques:

"Vejo o mercado com muito otimismo. Os fatores fundamentais de mercado são positivos. Existe uma boa adequação entre oferta e demanda mundial, mesmo considerando a oferta brasileira em torno de 50 - 55 milhões de sacas."

"Acho que há um bom equilíbrio que tende a proporcionar certa firmeza dos preços e acho muito possível se conseguir uma melhor remuneração dos produtores se formos capazes de organizar o fluxo de escoamento dessa safra."

"Quando o assunto é renda da cafeicultura, temos que levar em conta que a cafeicultura brasileira tem muitas nuances, diferentes situações das lavouras, de rentabilidade, de produtividades, entre outros. Existe cafeicultores que têm remuneração justa pois produzem dentro de fatores favoráveis, com mecanização e irrigação. Ao mesm tempo temos a cafeicultura tradicional com utilização intensa de mão-de-obra, dificuldade de mecanização, em áreas montanhosas, de produtores que convivem com situação de preços desfavoráveis."

"Em relação a entrega de cafés brasileiros em NY, acho isso muito positivo. Relembro que essa inclusão vem sendo conduzida a pouco menos de 5 anos. Na ocasião, o Cecafé produziu um trabalho técnico consistente, mostrando a evolução de produção e preparo de cafés despolpados e que o café brasileiro tinha condições de ser entregue nas posições do contrato C."

"Na época a bolsa organizou algumas provas técnicas e por fim concluiu-se que o café brasileiro atendia os padrões qualitativos do contrato. A bolsa passou a examinar outros aspectos ligados a inclusão."

"Houve muita rejeição de outros países produtores da América Central, alegando que se o café brasileiro fosse incluído na bolsa, iria haver uma oferta enorme desse café, descaracterizando a bolsa."

"Hoje a bolsa sente necessidade de ter outros países entregando cafés. É muito favorável para o Brasil, principalmente no sentido da precificação."

"O produtor terá uma visão mais clara dos preços que pode alcançar preparando café pela via umida ou despolpamento."
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