Os produtores da Guatemala enviaram uma carta para se opor a uma proposta de incluir o café brasileiro no mercado de contratos futuros do tipo arábica, argumentando que a baixa qualidade dos grãos pode influenciar negativamente o mercado e provocar uma baixa nos preços.
O contrato C da Intercontinental Exchange (ICE) está reservado para somente 19 países, incluindo vários da América Central, África, Colômbia, México, Peru e Índia, que são conhecidos por cultivar café de alto padrão.
Há anos o Brasil tenta entregar alguns de seus grãos lavados e semi-lavados de arábica para a ICE. Esses grãos são da melhor qualidade, mas só representam aproximadamente 10% da produção dos principais produtores de arábica do mundo.
Apesar de, no passado, as tentativas terem fracassado, a ICE está considerando uma nova proposta para permitir a entrada do Brasil no bloco. A proposta estipula que os grãos brasileiros seriam vendidos com um desconto de 7 a 9 centavos.
No entanto, a Guatemala, que entrega seu café à ICE e seus grãos tem uma ótima reputação internacional, afirma que os descontos não são suficientes e que o Brasil poderia ainda criar um excedente no mercado com sua colheita enorme, provocando uma queda nos preços.
"Não há estatísticas sobre a quantidade de café que o Brasil chama de cafés lavados. Os brasileiros, se têm os dados, tampouco os proporcionaram", afirma Ricardo Villanueva, presidente da associação dos produtores de café da Guatemala, a Anacafé.
As informações são da Anacafé, traduzidas pelo portal Notícias Agrícolas, adaptadas pela Equpe CaféPoint.
Guatemala questiona qualidade do café do Brasil
Os produtores da Guatemala enviaram uma carta para se opor a uma proposta de incluir o café brasileiro no mercado de contratos futuros do tipo arábica, argumentando que a baixa qualidade dos grãos pode influenciar negativamente o mercado e provocar uma baixa nos preços.
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